segunda-feira, 14 de junho de 2010

O FORNO DO TANQUE RESTAURADO

Aqui temos a prova que, "do velho podemos fazer novo". Sem servir há vários anos, foi agora restaurado e já está pronto para voltar a cozer pão.Pode ser que no mês de Agosto (se não for antes) se encontrem voluntários para cozer uma fornada, com bôla e tudo. Noutros tempos não havia mãos a medir, era de manhã cedo até à noite , estava sempre ocupado.
Havia quase sempre um ramalho espetado ao lado da porta, para as pessoas saberem que o forno ia ser utilizado e também para marcar a vez, normalmente as pessoas respeitavam" a vez"só havia uma que morava lá para a rua de Baixo, que gostava de passar à frente dos outros e isso dava direito a algumas zaragatas. Neste forno podiam cozer o pão de várias pessoas ao mesmo tempo , mas para isso o pão tinha que ter uma marca, para depois o conhecerem quando estivesse cozido, uns era com o dedo, fazia-se um buraco no centro , um belisco, Uma palha , uma caruma.... o problema é que as vezes com o calor a palha ardia.
Já a seguir temos em primeiro, uma foto tirada em 1950 ?,e em segundo uma tirada antes de ser restaurado. ******************************************************************************** Fotos de: Virginia C., Jorge C. e Delfim M.

terça-feira, 1 de junho de 2010

MINAS DE SEBADELHE














Nos anos 1940/ 1954? Eles eram 20, 30 ou talvez mais a subir a e descer a serra, com o farnel às costas, do Terrenho até Sebadelhe, uns de manhã, outros à noite. É que naquele tempo também já se trabalhava por turnos e para os que passavam na serra de noite, o gasómetro que aqui vemos na foto 3, era indispensável. O gasómetro é constituído por um reservatório com duas zonas, onde é colocado separadamente o carbureto e a água. A mistura destes dois elementos produz o gás, que é conduzido por um tubo ou mangueira, até ao queimador, que se encontra na parte da frente do gasómetro, este queimador tem normalmente associado um isqueiro piezo-electrico, que permite inflamar o acetileno, gerando assim a luz. De toda esta gente que ali trabalhou só já temos dois, espero por muito tempo. Este local foi abandonado durante muitos anos, mas agora como podem ver está preparado para receber o publico e pode-se ir de carro até lá. Um passeio que vale a pena, não só pela paisagem, como podem ver "em clicando nas fotos", mas também para recordar um pouco o lugar onde os nossos antepassados andaram vários anos a dar cabo do corpo. O minério que ali se extraia era o urânio, que naquela altura, em tempo de guerra, devia ser muito procurado.

terça-feira, 25 de maio de 2010

segunda-feira, 10 de maio de 2010

DIACOVA TERRENHO

Esta já andava aqui na gaveta há mais de um ano, não tinha muita vontade de a por no blogue, porque dá uma imagem triste da nossa terra, mas é uma realidade! O progresso ainda não chegou aqui por estes lados da diacova,  pode ser que um dia apareça uma alma caridosa para dar uma volta a isto. Pelo que dizem já há projectos, esperemos para ver.
Este lugar foi em tempos de muita passagem sobretudo quando havia lá em cima à direita o barbeiro Marcilio que com 15 tostões cortava o cabelo e 25 barba e cabelo, depois ele decidiu mudar lá para os lados do adro, para a casa que hoje é a casa da junta de freguesia,a senhora Dolorosa (Delarosa como a gente lhe chamava) morreu e aquilo começou a despovoar-se até chegar a este estado.

domingo, 9 de maio de 2010

Nova Imagem

Alterámos a imagem do blogue, já a algum tempo que tínhamos vontade de o fazer, mas o tempo era pouco.
Hoje decidimos fazê-lo, esperamos que gostem.
Um abraço a todos
António Carlos

domingo, 2 de maio de 2010

ANTONIO DE CAMPOS ABADE DE TERRENHO

António de campos, foi abade de Terrenho,"por volta dos anos 1600" arcipreste de Trancoso,abade de São Cipriano e cónego da Sé de Viseu. Era filho de Helena de Campos, que segundo diz a historia era descendente de D. Afonso Henriques. Se António de Campos foi abade de Terrenho e como não havia abade sem abadia podemos pensar que os terrenos com o nome de abadia e que agora estão cobertos pela barragem, eram propriedade desse senhor abade,' uma suposição' ..................................................... Desenho de: P.M.

sábado, 24 de abril de 2010

LIVRO DE LEITURA DA PRIMEIRA CLASSE 1954

Já com mais de 50 anos e aqui está ele quase novinho em folha. Este livro, que servia para o mais velho da família e quando as coisas corriam bem chegava até ao ultimo mesmo se eram 5 ou6 irmãos. Era aqui que tudo começava com o, A E I O U e acabava para a maior parte, quatro anos depois com o exame da quarta classe, era pouco se comparar-mos ao tempo de escola actual,mas a sachola para ir regar e o burrito para ir ao mato estavam à espera de nos. Aqui temos a capa do livro e a primeira lição, se quer ver mais clic aqui ********************************************* Fonte: Blog, Santanostalgia

terça-feira, 13 de abril de 2010

Passagem " Dos Clássicos " Pelo Terrenho

************************************************** Algumas fotos da passagem dos clássicos pelo Terrenho

sexta-feira, 9 de abril de 2010

LAGES TERRENHO

 
Um lugar sossegadinho, là para os lados das lages e a paisagem que de lá se pode avistar.
  Fotos de: C. M

terça-feira, 30 de março de 2010

O Terrenho e a Historia de Portugal ( 1384)

A Batalha de Trancoso

D. João I





 João Fernandes Pacheco era guarda-mor de D. João I, senhor de Ferreira de Aves e tinha o mordomado de Celorico. Na altura da Batalha de Trancoso, seu pai, Diogo Lopes Pacheco, era também um grande nobre da Beira, sendo senhor de Carapito, de Terrenho, do Codeceiro do Porto da Carne, de Azares, de Moreiras do Baraçal e de Vide. Era natural que seu filho, João Fernandes Pacheco administrasse já parte deste património por ocasião da Batalha. Egas Coelho era senhor de Linhares em 1384, e de Folgosinho. Mais tarde seria nomeado mestre-sala de D. João I. Vale também a pena referir que Gonçalo Vasques Coutinho era um personagem que se preocupava com o Reino de Portugal, mas também com os seus interesses. Em finais de 1383, quando D. Juan I de Castela invade Portugal, passando pela Guarda, Gonçalo Vasques da Cunha não lhe presta homenagem, preferindo ver primeiro quem irá ganhar a contenda, para depois tomar a sua decisão. Em finais de 1384 acede aos pedidos dos habitantes do Porto para atacar o Castelo da Feira, que nessa altura estava por Castela. Ataca e conquista este castelo. Mais tarde, nas cortes de Coimbra, de Março e Abril de 1385, que haveriam de coroar D. João I como Rei de Portugal, Gonçalo Vasques Coutinho defende D. João, Mestre de Avis para Rei de Portugal. Em Trancoso aceita finalmente combater os castelhanos com os seus homens, desde que seja ele a chefiar as forças portuguesas, o que na verdade, e por direito, caberia a Martim Vasques da Cunha. Mais tarde e apesar dos insistentes pedidos de D. João I, não participa na Batalha de Aljubarrota. Não apoia então também o rei de Castela