segunda-feira, 18 de abril de 2011
O sete é número muito importante.
Já reparaste quantas vezes o empregamos?
Fechar a 7 chaves.
Falar com 7 pedras na mão.
Estar com 7 olhos.
Estar nas suas 7 quintas.
Fugir a 7 pés.
7 cães a um osso.
O homem dos 7 instrumentos.
Os 7 dias da semana.
As 7 partidas do mundo.
As 7 notas de música.
as 7 colinas
as 7 maravilhas do mundo
As 7 vidas do gato
7 e 7 são 14, mais 7, faz 21,
Tenho 7 namorados e não
caso com nenhum
Os sete pecados capitais;
as sete virtudes teologais;
Deus descansou ao sétimo dia;
o setestrelo;
" Passei rente ao alecrim,
sete folhas lhe colhi.
Eram os sete sentidos
que eu tenho postos em ti".
sábado, 16 de abril de 2011
CALDEIREIRO
| foto 1941 |
Caldeireiro à pooooorta!- era um homem vestido com um fato de ganga meio enxovalhado, que dava a volta ao povo a bater com um martelo numa sertã.
As senhoras que tivessem tachos ou panelas com pequenos furos,panelas com falta de pernas, pratos e tachos de barro partidos, eles tapavam com um pingo de solda, punham uns 'gatos,' rebites ou cravos (não sei qual será o mais apropriado destes três nomes), ponham pernas novas nas panelas, deixando-os de novo aptos para servir.
![]() |
| Exemplo, uma panela concertada pelo caldeireiro |
domingo, 10 de abril de 2011
PANELAS DE FERRO
| capacidade: 50 litros, colecção de Jorge A. F. |

Dando continuidade a lembranças da minha infância, hoje é a vez da famosa panela de ferro fundido, também conhecida por panela de 3 pés.Ainda me lembro delas, de vários tamanhos,Aqui temos algumas que podiam levar 50L.
estrategicamente colocadas à volta da fogueira na cozinha, tanto na casa dos meus pais, como na dos meus avós, assim como em todos os lares da aldeia!
A pouco e pouco foram surgindo novas tecnologias e actualmente raras são as pessoas mesmo nas aldeias que não se renderam aos modernos utensílios de material mais prático , abandonando quase por completo a tradicional panela de ferro.
A medida que se vão tornando inutilizáveis na cozinha, é-lhes imediatamente dada nova função ... assumem o papel de "vasos" ostentando belas espécies de plantas e flores decorando varandas, balcões e alpendres, ou como objecto decorativo no interior das casas.
sábado, 9 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Cegos papelistas
Vem de muito longe a memória dos cegos papelistas que, por mercados, feiras e romarias e também pelas aldeias, como era o caso do Terrenho.
Apregoavam casos estranhos,como por exemplo :
A mãe que matou os três filhos à machadada; a costureira que descobriu que o noivo a enganava e se matou no dia do
casamento; a Maria da Graça que foi enganada pelo Manuel
Celestino e atirou o filho recém-nascido para o telhado; o coveiro de Pínzio que desenterrava os mortos para lhes tirar a roupa; sucessos inauditos e relatos noticiosos, às vezes prognósticos e adivinhações.
Aqui podem ver uma copia desses panfletos.
Se não consegue ler, clique 2 vezes na imagem e uma vez quando aparece +
Mesmo estas coisas precisavam do carimbo " Visado pela censura"
FONTE:http://torredemoncorvoinblog.blogspot.com/
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No tempo em que passavam pelo Terrenho " os mais velhos ainda se lembram" essas pessoas traziam os filhos com eles, que, de tantas vezes passarem pela aldeia, chegavam a criar laços de amizade com as crianças da terra que adoravam aprender com eles as cantigas em pré-estreia.
PERGUNTAS AO TEMPO
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O TEMPO PERGUNTA AO TEMPO,
QUANTO TEMPO O TEMPO TEM.
O TEMPO RESPONDE AO TEMPO
QUE O TEMPO TEM TANTO TEMPO,
QUANTO TEMPO O TEMPO TEM.
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quinta-feira, 31 de março de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
quinta-feira, 24 de março de 2011
Oração a Santa Bàrbara dos Trovões
Santa Bárbara bendita
Que no céu está escrita
Com papel e água benta
Nosso senhor nos livre desta tormenta
Santa Bárbara se vestiu e se calçou
Ao caminho se deitou
Jesus Cristo a encontrou e lhe perguntou:
- Onde vais Bárbara?
- Vou a Jerusalém, arrumar esta trovoada
Onde não haja pão nem vinho
Nem flor de rosmaninho
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Não é que a saiba de cor, mas às vezes, quando ouço trovejar, vem-me à
ideia esta ladainha que os mais antigos diziam repetidamente enquanto os trovões estoiravam por cima de nós e eu sem saber onde me meter.
Já não tenho ideia se o cheguei a fazer ou se era porque os mais velhos diziam, que metendo-se debaixo dos grossos e ásperos cobertores da cama, ficávamos mais protegidos.
Que no céu está escrita
Com papel e água benta
Nosso senhor nos livre desta tormenta
Santa Bárbara se vestiu e se calçou
Ao caminho se deitou
Jesus Cristo a encontrou e lhe perguntou:
- Onde vais Bárbara?
- Vou a Jerusalém, arrumar esta trovoada
Onde não haja pão nem vinho
Nem flor de rosmaninho
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Não é que a saiba de cor, mas às vezes, quando ouço trovejar, vem-me à
ideia esta ladainha que os mais antigos diziam repetidamente enquanto os trovões estoiravam por cima de nós e eu sem saber onde me meter.
Já não tenho ideia se o cheguei a fazer ou se era porque os mais velhos diziam, que metendo-se debaixo dos grossos e ásperos cobertores da cama, ficávamos mais protegidos.
sábado, 19 de março de 2011
Provérbios Populares
Quando em Março arrulha a perdiz, ano feliz
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