quarta-feira, 25 de maio de 2011

Um até sempre

Desde ontem o Terrenho perdeu mais um dos seus: faleceu o meu Tio Aníbal.
Habituei-me a encontrá-lo sempre que ia ao Terrenho, nas festas, ou só nas férias, ele lá estava!
Que Deus lhe dê descanso e onde está sei que está em Paz.
Um abraço
António Carlos

sábado, 21 de maio de 2011

GENTES DA NOSSA TERRA ( Na Guerra 1914 1918 França )

Chegada de soldados portugueses  1914  1918 ( França )


Soldados portugueses nas trincheiras ( França )
























Chagada dos portugueses na região de Flandres( França

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Aqui está uma página do livro onde a sra. Irene Avilez, autora do livro, conta uma das historias da sua passagem pelo Terrenho 

O SOLDADO JOSE  FAUSTINO DO  TERRENHO













































sexta-feira, 13 de maio de 2011

Provérbios Populares

Não é o tempo que passa por ti,
Tu, é que passas pelo tempo.

CARREIRA ANOS 60


"A Camioneta da Carreira"

já lá vem à carreira! Era correria desenfreada pela certa da pequenada, para garantir um lugar agarrado à escada da carreira, desde a curva  da Aldeia nova até ao cabo da cerca, mais longe não dava senão depois era um problema para saltar em andamento, às vezes lá rebolávamos um pouco pela estrada fora mas no dia seguinte lá estávamos outra vez .


A camioneta da carreira gerava sempre um frenesim, uma ansiedade, uma expectativa que não deixava ninguém indiferente, o barulho do motor era inconfundivel, ainda vinha no "alto das rasas" e já se sabia que era a carreira, a hora de passagem era às 6 da manhã de Penedono? para Vila Franca e às 7 e meia da tarde no sentido contrário.
Uns esperavam pelos que regressavam após ausências prolongadas, outros pelas notícias, outros pela encomenda, outros pelos  jornais, O século para o sr Diamantino Tavares e outro para o sr. Abel Arrifano,  …
A passagem da carreira servia também para para fazer a divisão da agua do ribeiro do caminho mau, "a partir do dia de São João 24 de Junho" à  passagem das  6 da manhã a agua pertencia aos terrenos do lado de cima da estrada, cabeço e tornadoiro, à passagem das 7 e meia da tarde pertencia aos terrenos do caminho mau.
                            
A camioneta da carreira gerava também a maior das nostalgias e a maior das saudades!... a dos que partiam! Cada um sabe das suas.
A camioneta da carreira sempre foi a nossa “estrada” sem fim, o nosso elo moderno " dessa época"
de ligação ao mundo.




quarta-feira, 11 de maio de 2011

Paisagens do mes de maio ..... Terrenho


Veja em grande vale a pena
Fotos de: João A.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

PICANÇO CEGONHA BURRA VAROLA....


O picanço é um aparelho rudimentar, de elevar água dum poço para a superfície, normalmente com fins de irrigação das plantações vizinhas.

Conhecida já no tempo dos antigos egípcios (chaduf) foi até muito recentemente, usada de norte a sul do país. 
Mas não só em Portugal, também em Espanha, França, Grécia, e até no Japão.

No Terrenho ainda existiam alguns ao principio dos anos 70, mas  como aconteceu com as noras, tudo acabou com a chegada dos motores de rega, que tornaram a vida mais fácil, é que puxar os caldeiros do fundo do poço até cá em cima, não era coisa fácil, eu fiz essa experiência. 
Na nossa região era conhecido  essencialmente por picanço ou picota . 
Mas tinha outros nomes: Cegonha, balança, burra,  saragonha, varola, zabumba, zangarela, bimbarra, variando de região para região.
Tal como o pé-de–cabra ou a tesoura,oPicanço é uma alavanca inter fixa. Neste caso que permite diminuir o peso do balde cheio de água, que se puxa do fundo do poço.



Constituída por um poste vertical enterrado no chão que é encimado por uma forquilha, onde se coloca a vara, fixada no eixo. Esta vara numa extremidade tem o contrapeso, também este aí fixado, constituído por pedras. No outro extremo tem outra vara, pendurada na vertical, fina e comprida, possível de ser segura entre as mãos. Esta por sua vez tem na ponta inferior uma argola onde se pendura o balde. O contrapeso deve ser tal, que não seja muito custoso levantá-lo, quando se desce o balde vazio, até ao fundo do poço, mas que na situação inversa, seja suficiente para de facto ajudar a retirar o balde cheio de água do poço até à superfície.

    
  






Fonte: http://sarzedasdovasco.blogs.sapo.pt/4816.html

terça-feira, 3 de maio de 2011

Provérbios Populares

Maio que não der trovoada, não dá coisa estimada

VESTÍGIOS DO PASSADO *** TERRENHO







Todos estes objectos pertencem à colecção do sr. Jorge A. F.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

CAPADOR


Gaita do Capador

  O capador tinha uma gaita muito parecida com a do amola-tesouras e o som até podemos dizer que era o mesmo.
Os lábios percorriam devagar num sentido e apressadamente no outro, provocando um arrepio nos putos que o ouviam.
Não, o som não era desagradável, mas na aldeia diziam que era o capador e que vinha capar (castrar para os mais modernos), os meninos que não se portassem bem!!! Nesse caso havia poucos que tinham coragem de se aproximar do capador.
Modelo de Faca de Capador muito antigo


modelo de faca moderno


domingo, 24 de abril de 2011

Ainda se lembram d'elas ?

Eram fabricadas em Trancoso