sexta-feira, 3 de junho de 2011

JOGO DA RAPA

O "Jogo do Rapa" é um dos mais populares do nosso país, podendo ser jogado, por rapazes ou raparigas, principalmente durante o tempo da escola primária.
O Rapa pode ser jogado tanto por duas, como por mais crianças. Regra geral pode ser jogado à volta de uma mesa, no chão, tanto dentro de casa como no chão do próprio caminho


Para o "Jogo do Rapa" é imprescindível o uso de um pequeno objecto fabricado em madeira, exactamente um pequeno pião, com o corpo principal dotado com quatro faces,  com um bico em cone e uma ponta superior, cilíndrica, para ser rodopiada com um movimento de rotação dos dedos polegar e indicador. O pião podia estar mais ou menos decorado com faixas de tinta de várias cores o que dava um bonito efeito quando rodopiava.





Cada uma das faces está pintada com uma letra, maiúscula, portanto com um total de quatro letras e que são: R, P, T, D.
O R significa "Rapa", isto é, o jogador que rodou o pião pode recolher todas as prendas que estão no centro do local do jogo. Esta é a jogada mais desejada;
O P significa "Põe" pelo que o jogador deve colocar na mesa uma prenda adicional;
O D, quer dizer "Deixa", pelo que se deve deixar tudo na mesma, sem recolher nem pôr;
Finalmente, o T, significa "Tira", pelo que deve ser retirada uma prenda pelo jogador que rodopiou o pião. Por conseguinte, a jogada mais desejada é o R, pois permite rapar todo o espólio das prendas em jogo. Depois de todos os jogadores terem jogado a sua vez, o jogo é retomado com os jogadores novamente a colocarem cada um uma prenda e assim sucessivamente em cada ciclo. Escusado será dizer que se a opção D, "Deixa", calhar com alguma frequência, o espólio das prendas tende a aumentar pelo que a próxima saída do R,  "Rapa", será deveras ambicionada e rentável.


No início de cada jogada, os jogadores devem sortear ou "cantar" a ordem de jogar. O primeiro será o "primas", o segundo o "xigas" e o terceiro o "restas". Se houver mais de três jogadores, será atribuída a ordem numérica, ou seja, quarto, quinto, sexto, etc.
Cada jogador deve colocar no centro do plano do jogo uma prenda. Seguidamente o pião é rodopiado no centro da mesa, por cada jogador, de acordo com a ordem estabelecida, devendo rodar até cair aleatoriamente. A letra correspondente à face voltada para cima significa a acção que cada jogador deve tomar, conforme acima descrito.

As prendas em jogo, podia ser castanhas feijões, rebuçados, botões........

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Tília e Plátano de Terrenho perderam Interesse Público


A tília prateada e o plátano existentes no adro da igreja matriz de Terrenho, no concelho de Trancoso, foram desclassificadas como árvores de Interesse Público.
A decisão é da Autoridade Florestal Nacional (AFN), que justifica a medida com o facto de ambas «terem perdido as suas características e ainda por razões de segurança de pessoas e bens», refere o edital publicado em “Diário da República” na semana passada.


Fonte:  Jornal O INTERIOR - Diário Da Guarda  19-05-2011

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MINISTÉRIO DA AGRICULTURA,
DO DESENVOLVIMENTO RURAL E DAS PESCAS
Autoridade Florestal Nacional
Aviso n.º 10506/2011
Nos termos do parágrafo único, do artigo 1.º, do Decreto -Lei n.º 28468,
de 15 de Fevereiro de 1938, e do disposto no artigo 14.º, do Decreto-
-Lei n.º 159/2008, de 8 de Agosto são desclassificadas como árvores de
Interesse Público, os seguintes exemplares:
Distrito da Guarda uma Tilia tomentosa Moenchen, árvore vulgarmente
conhecida por tília -prateada e um Platanus orientalis L.,
vulgarmente conhecido por plátano, existentes no adro da Igreja
Matriz do Terrenho ou Igreja de São Martinho, Freguesia do Terrenho,
Concelho de Trancoso.


quarta-feira, 25 de maio de 2011

Um até sempre

Desde ontem o Terrenho perdeu mais um dos seus: faleceu o meu Tio Aníbal.
Habituei-me a encontrá-lo sempre que ia ao Terrenho, nas festas, ou só nas férias, ele lá estava!
Que Deus lhe dê descanso e onde está sei que está em Paz.
Um abraço
António Carlos

sábado, 21 de maio de 2011

GENTES DA NOSSA TERRA ( Na Guerra 1914 1918 França )

Chegada de soldados portugueses  1914  1918 ( França )


Soldados portugueses nas trincheiras ( França )
























Chagada dos portugueses na região de Flandres( França

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Aqui está uma página do livro onde a sra. Irene Avilez, autora do livro, conta uma das historias da sua passagem pelo Terrenho 

O SOLDADO JOSE  FAUSTINO DO  TERRENHO













































sexta-feira, 13 de maio de 2011

Provérbios Populares

Não é o tempo que passa por ti,
Tu, é que passas pelo tempo.

CARREIRA ANOS 60


"A Camioneta da Carreira"

já lá vem à carreira! Era correria desenfreada pela certa da pequenada, para garantir um lugar agarrado à escada da carreira, desde a curva  da Aldeia nova até ao cabo da cerca, mais longe não dava senão depois era um problema para saltar em andamento, às vezes lá rebolávamos um pouco pela estrada fora mas no dia seguinte lá estávamos outra vez .


A camioneta da carreira gerava sempre um frenesim, uma ansiedade, uma expectativa que não deixava ninguém indiferente, o barulho do motor era inconfundivel, ainda vinha no "alto das rasas" e já se sabia que era a carreira, a hora de passagem era às 6 da manhã de Penedono? para Vila Franca e às 7 e meia da tarde no sentido contrário.
Uns esperavam pelos que regressavam após ausências prolongadas, outros pelas notícias, outros pela encomenda, outros pelos  jornais, O século para o sr Diamantino Tavares e outro para o sr. Abel Arrifano,  …
A passagem da carreira servia também para para fazer a divisão da agua do ribeiro do caminho mau, "a partir do dia de São João 24 de Junho" à  passagem das  6 da manhã a agua pertencia aos terrenos do lado de cima da estrada, cabeço e tornadoiro, à passagem das 7 e meia da tarde pertencia aos terrenos do caminho mau.
                            
A camioneta da carreira gerava também a maior das nostalgias e a maior das saudades!... a dos que partiam! Cada um sabe das suas.
A camioneta da carreira sempre foi a nossa “estrada” sem fim, o nosso elo moderno " dessa época"
de ligação ao mundo.




quarta-feira, 11 de maio de 2011

Paisagens do mes de maio ..... Terrenho


Veja em grande vale a pena
Fotos de: João A.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

PICANÇO CEGONHA BURRA VAROLA....


O picanço é um aparelho rudimentar, de elevar água dum poço para a superfície, normalmente com fins de irrigação das plantações vizinhas.

Conhecida já no tempo dos antigos egípcios (chaduf) foi até muito recentemente, usada de norte a sul do país. 
Mas não só em Portugal, também em Espanha, França, Grécia, e até no Japão.

No Terrenho ainda existiam alguns ao principio dos anos 70, mas  como aconteceu com as noras, tudo acabou com a chegada dos motores de rega, que tornaram a vida mais fácil, é que puxar os caldeiros do fundo do poço até cá em cima, não era coisa fácil, eu fiz essa experiência. 
Na nossa região era conhecido  essencialmente por picanço ou picota . 
Mas tinha outros nomes: Cegonha, balança, burra,  saragonha, varola, zabumba, zangarela, bimbarra, variando de região para região.
Tal como o pé-de–cabra ou a tesoura,oPicanço é uma alavanca inter fixa. Neste caso que permite diminuir o peso do balde cheio de água, que se puxa do fundo do poço.



Constituída por um poste vertical enterrado no chão que é encimado por uma forquilha, onde se coloca a vara, fixada no eixo. Esta vara numa extremidade tem o contrapeso, também este aí fixado, constituído por pedras. No outro extremo tem outra vara, pendurada na vertical, fina e comprida, possível de ser segura entre as mãos. Esta por sua vez tem na ponta inferior uma argola onde se pendura o balde. O contrapeso deve ser tal, que não seja muito custoso levantá-lo, quando se desce o balde vazio, até ao fundo do poço, mas que na situação inversa, seja suficiente para de facto ajudar a retirar o balde cheio de água do poço até à superfície.

    
  






Fonte: http://sarzedasdovasco.blogs.sapo.pt/4816.html

terça-feira, 3 de maio de 2011

Provérbios Populares

Maio que não der trovoada, não dá coisa estimada

VESTÍGIOS DO PASSADO *** TERRENHO







Todos estes objectos pertencem à colecção do sr. Jorge A. F.