sábado, 25 de fevereiro de 2012

CORNELHO OU CORNACHO





O Cornelho, no tempo  em que o centeio era uma das prencipais colheitas da região.era muito procurado por grandes e pequenos, desde que as espigas amadurecem até às malhas, é um grão muito leve mas que se vendia muito caro,depois da recolha, passavam por là uns homens munidos de uns cambos 'balança a dois braços'  que compravam e pagavam bem pago, o cornelho seguia depois destino à indústria farmacêutica.
Cambos

Era uma fonte de receita suplementar que servia para amealhar o dinheiro para os sapatos ou para o vestido da festa.
Numa seara, apenas algumas espigas de centeio continham o cornelho, que sobressaía pela sua cor escura. O cornelho ou cravagem de centeio, é um fungo que se desenvolve no centeio.

O cornelho era utilizado

na medicina tradicional em algumas  aldeias da região ,

 o chá de cornelho, era tomado para ajudar ao parto, caso as forças fossem fracas ou a criança se recusa-se vir ao mundo 


A ingestão de farinha de centeio contaminado com o fungo 'cornelho' originou uma doença conhecida como ergotismo,"Envenenamento lento pelo uso de farinha de centeio atacada de cravagem." bastante comum na Europa durante a Idade Média, afectando milhares de pessoas. A doença aparecia sob duas formas características: uma gangrenosa e outra convulsiva. Nomes populares para o ergotismo, tais como "mal dos ardentes", ou "fogo de Santo Antão", referem-se à forma gangrenosa da doença. 

Chá de flor de sabugueiro





O chá de flor de sabugueiro é reconfortante em casos de gripe, catarro ou dores nos seios perinasais; dizem que é anti-inflamatório e faz transpirar.
Também é útil para problemas de pulmões e alivia a febre-dos-fenos.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

TROVISCO

    
O trovisco, era uma ' arma' muito utilizada para proteger as casas e as pessoas quando havia trovoadas.
Um ramos de trovisco de cada lado da porta ( no interior ) e a casa estava protegida contra as trovoadas.



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              Oração para dizer durante a Trovoada

                         
                          Ouvi uma trovoada
                                Acolhi-me a um trovisco
                                Bradi por Santa Bárbara
                                Acudiu-me Jesus Cristo



Trovisco
    





Floração: fim da primavera e verão
Maturação dos frutos: verão
Habitat e ecologia: Matos secos. Prospera em solos pobres, rochosos, bem drenados, tanto básicos como ácidos e prefere locais com muita luz. 
Ocorre em locais de altitude não muito elevada, tolerando temperaturas até -5ºC.
Usos e costumes: planta muito tóxica, ainda ilegalmente usada para pescar nos rios, envenenando os peixes.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Provérbios Populares

“O tempo em Fevereiro enganou a Mãe sete vezes ao soalheiro.”

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

OS SERRADORES


Serravam barrotes 'caibros',cumeeiras, ripas, falheiras,falheira é a primeira tábua que se separa de um toro ou tronco quando este se serra longitudinalmente em várias tábuas, e que é sempre falha 'arredondada' na face externa.",  grandes pranchas, de tabuões, etc, Se alguém precisava de madeira lá iam eles transportavam os seus pontais para fazer a burra,o fio com tinta  para marcar os cortes, os machados e a sua grande serra, não esquecendo a mochila.

 (Possso estar a abrir as tábuas do meu caixão. Era a sina de Serrador).

Agradeço ao sr. Elio Matias pelo desenho :

Chá de Camomila

O chá de camomila é desde há muito utilizado para aliviar a indigestão, acalmar os nervos e reduzir a ansiedade. Diz-se também que ajuda a induzir o sono. 
Pachos de algodão embebidos no chá arrefecido têm um efeito calmante quando aplicados sobre olhos inflamados, com prurido ou cansados.


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OUTROS TEMPOS - TERRENHO



Zé  Maria


                                                                                       Sra Laura ?

   
Mandaram-me estas fotos, não me lembra quem foi e também não estou certo dos nomes das pessoas, se a pessoa que as mandou ainda se lembra dos nomes, agradeço.

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Antigamente era este o principal meio de transporte de cargas pesadas ou não dos habitantes da aldeia. Lenha, estrume, caruma, comer para os animais .............

Quem não se lembra do chiar dos carros de bois, que nos conseguíamos identificar mesmo a kilometros de distancia.Cada um tinha o seu "chiadoiro". Era frequente  ouvir dizer ' o sr. Delfim do Pedro ainda anda com as vacas no caminho mau' . ou o Sr. Alexandre Tomás já veio da ribeira.............


Recordações.

domingo, 15 de janeiro de 2012

FOGEIRA DO NATAL NO TERRENHO 2011







Fotos Enviadas por:   João R.

Muito obrigado pelas fotos, João, um bom ano para ti e para toda essa boa gente do Terrenho que está por ai.

sábado, 14 de janeiro de 2012

VOLFRÂMIO QUARTZ ESTANHO URÂNIO

Trás-os-Montes e as Beiras, foram os principais fornecedores de Volfrâmio para a I e II  Grande Guerra e posteriormente para a Guerra da Coreia ( década de 50). Nestas duas zonas se estabeleceram Ingleses e Alemães, na exploração do Volfrâmio.
Volfrâmio tinha aplicações bélicas (essencial nos processos de reforço do aço, nomeadamente, nas blindagens, componentes de tanques, aviões, motores, etc). Volfrâmio Preto e Volfrâmio Branco, foram ambos extremamente importantes para a altura bélica, e caríssimos na época.

Vejamos.
O volfrâmio em 1942 estava oficialmente cotado ao preço de 150 escudos o quilo; no entanto no mercado livre vendia-se a 500 escudos chegando no pico do conflito mundial a transaccionar-se a 1000 escudos. Nessa altura um mineiro ganhava 18 a 20 escudos por dia e um trabalhador rural 7 a 8 escudos. Imagine-se o que significava “arranjar” uma pedrinha com Volfrâmio!
Quanto representava para a família, 100 gramitas!
E se encontrasse uma mina?

   
Os homens trabalhavam nas minas ou por conta própria, pesquisando  por tudo quanto era serra, onde pudessem escavar e procurar o minério, as mulheres descobriram então outra actividade : lavar a terra para separar o minério.
           
Fizeram-se fortunas num dia, ou num momento!
Desfizeram-se sonhos num instante.

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Estanho  e Volframio


Quartz
Urânio

Quartz







Aqui ficam algumas amostras, de minérios que ainda se podem encontrar com alguma facilidade na nossa terra, isto para quem as conhece,  não é o meu caso.


Obrigado à Sra  Alice e ao João A. por algumas destas amostras

NO TEMPO DO MINÉRIO " VOLFRÂMIO " NO TERRENHO 1940 - 1950




Havia nesta altura,  várias equipas no Terrenho para ir ao minério e pelo que contam chegava mesmo a haver rivalidades entre elas.

De uma destas equipas faziam parte.


Abel da graça, António Mateus, António da Cardosa, Franklin, Maria do loiceiro, Teresa da Varela,Carlos loiceiro, Carolina Catarro,Maria José ( Do sr. Miguel )Belarmina e Maria Olivia ( do José Barbeiro )Maria das Neves, e Maria Amélia.
Pelo que me contaram a Sra. Maria Amélia cantava uma canção para animar um pouco a malta, quando as coisas não corriam bem. 
Que era assim.

Tenho uma pulga no peito

Tenho outra no umbigo

Tenho outra mais abaixo

Lá onde está o mundo perdido

A ultima frase variava, metia por vezes palavras que é melhor não dizer aqui, a autora ainda se deve lembrar