mardi 26 août 2025

Primeiro automóvel em Portugal

 



O primeiro carro que entrou e circulou em Portugal foi um Panhard & Lavassor, em 1895, comprado pelo IV conde Jorge de Avilezque depois de uma viagem a Paris, ficou entusiasmado com este novo meio de transporte e encomendou um exemplar á Casa Panhard & Levassor de Paris.

 “Panhard Levassor” do Conde de Avilez, em 1895  
Várias peripécias marcaram a sua entrada em Portugal. Na Alfândega não sabiam qual a designação a atribuir ao objecto, se uma alfaia agrícola ou uma "locomobile" (máquina movida a vapor). Acabou por se optar pela última designação.
Este foi o veículo protagonista do primeiro acidente de viação em Portugal, quando na sua primeira viagem de Lisboa para Santiago do Cacém, atropelou um burro.
Lembramos que este automóvel, atingia uma velocidade máxima de 20 km por hora. 



Está actualmente em exposição no Museu da Alfândega na cidade do Porto e é propriedade do Automóvel Clube de Portugal. Como se disse trata-se do primeiro automóvel a entrar em Portugal.

 


lundi 10 mars 2025

A Senhora Floripes tem 100 anos


Com homenagem bem merecida, em companhia do sr presidente da camara de Trancoso,sr Amilcar Salvador, o Ramiro, representante da junta de freguesia e seus dois filhos Jaime e João.                                

Um grande abraço e continue assim, a senhora faz parte das reliquias da nossa terra.                                            

JOSE MATEUS


 

jeudi 13 février 2025

Na rua das lages Terrenho


 

 

 

 

 

 

 

 Já lá vão quase 300 anos.

 

Noutros tempos, era aqui a entrada da adega do sr José Figueiredo, que tinha muito orgulho na qualidade do seu vinho e tinha razão.
Como nos morava-mos mesmo em frente da adega,de vezes em quando tínhamos (direito)a uma garrafinha.

 

 

 

 

 

Modelo de parede antiga ( nas DADAS )


 


 
 
Quando tirei esta foto, ainda existia no lado esquerdo um castanheiro, jà seco, este castanheiro foi plantado e enchertado pelo meu pai,Antonio Mateus, em 1967 ?
 
 

samedi 9 novembre 2024

Festa de Homenagem ao São Martinho TERRENHO 2024

 

                  

 

 

 

 






mercredi 20 décembre 2023

Para recordar


                                 As cabrinhas do Alfredo Neves ( do Vasco)

                               O sr. ArmandoSapateiro da Aldeia nova e o Jorge  Ferreira que cedeu a foto

mardi 19 décembre 2023

lundi 26 septembre 2022

Brasileiros que Procuravam as suas raizes no Terrenho

 

Terrenho


– Tudo isto que o senhor vê, é meu, sim senhor.

De cima do muro do cemitério, de onde procurava divisar alguns túmulos, eu escutava o que dizia a velhota com um sotaque lusitano carregado da gente do Norte, ao casal que procurava informações sobre a família.

– Todas estas fruteiras, continuava a velhota, fui eu que plantei, junto com meu marido – que Deus o tenha! Algumas tive que mudar da beira da estrada para cá, mais para cima, porque me roubavam as frutas. Outras, eu mesma enxertei.

Juntei-me ao casal, pois a velhota, uma personagem do século XVIII ou XIX, perdida naquelas paragens, no cimo de uma serra portuguesa, em pleno século XXI, chamava-nos para conhecer a sua casa. Gente da cidade, acostumada à vida sedentária e ao deslocamento em automóvel, subíamos o caminho um tanto íngreme da casa da senhora com um bocado de esforço. Ela, apesar da idade, não menos de setenta anos, sequer arfava. Pelo caminho, ela colhia frutas – ameixas, figos, peras, maçãs – que nos ia oferecendo com uma grande satisfação. Veio-me, de súbito, à mente a história de Joãozinho e Maria. A boa velhinha parecia-me uma bruxa que nos atraía, com sua aparência de bondade e desprendimento, a um covil, onde nós seríamos, por fim, assados e comidos. Mas subíamos, instados pela velha. Sozinha, viúva, idade avançada, filhos distantes, sua única distração era a plantação e a missa aos domingos. Quando chegamos a sua casa, a idéia de covil se cristalizou diante de mim, sobretudo por existir uma toca fechada, onde um cão arfava e gania.

– Ah, este é o meu cãozito. É quem me faz companhia.

Tive a sensação de que era mais uma maneira de a velhota nos enganar. A qualquer instante sairia daquela toca um ogro que a ajudaria a nos devorar. Aberta a porta, saiu um cãozinho carinhoso, que logo aproximou-se de nós, balançando o rabo e querendo nos cheirar e lamber. Já demorávamos bastante ali, sem ter conseguido saber nada a respeito da família do casal, uns Sebadelhes que haviam migrado há muito tempo para o Brasil. Saímos, não antes de batermos umas fotos com a velhota, sorridente, apesar de seus únicos dois dentes. Na sua solidão e abandono, tendo, naquele instante, pessoas que a escutavam, ela insistia para que ficássemos, pois nos daria um pouquito de pão. O sol, no entanto, já andava no meio-dia e ainda teríamos que ir a Terrenho, vilarejo de Trancoso, ali pertinho de Sebadelhe da Serra, onde nos alojamos.

Descemos um pouco a serra, chegamos em Corças, onde encontramos uma mulher que nos apontou um caminho melhor para Terrenho. Pelo mapa, deveríamos fazer todo o caminho de volta, pois Terrenho ficava paralela a Sebadelhe da Serra. A mulher disse haver uma ligação por cima da serra, que tornaria o caminho mais curto. Voltamos e fizemos o caminho pelo topo da Serra, aproveitando a visão do vale verde, todo plantado de uvas e azeitonas, com o rio Douro, caudaloso, abaixo, aproveitado em barragem. À primeira vista, Terrenho não nos pareceu grande coisa, pois ficava ao largo da estreita rodovia. Não nos demos conta de que deveríamos entrar pelas vielas estreitas e inclinadas para chegar ao coração da freguesia.

– Bom dia, senhores. Qual o caminho para a igreja? O grupo de três operários nos olhou com certa desconfiança e nos indicou o caminho, único, sem erro.

Uma igrejinha modesta, sombreada por várias árvores frondosas, parecia fechada. Em frente à igreja, um pequeno comércio que funcionava a um só tempo, como mercado, posto telefônico e correio. Uma senhora idosa, que não parecia nos compreender veio saber o que nós queríamos, mas foi a moça do pequeno comércio que nos ajudou. Nova na região, não sabia dizer nada, não senhor, mas sua tia talvez soubesse, pois vivera ali toda a sua vida.

– Tia Agustinha, Ó tia Agustinha! Está cá um moço que quer ter com a senhora, gritava ela para um sobradinho.

Da janela do sobradinho, tia Agustinha disse lembrar-se, sim, dos Sebadelhes e da menina Emília, que ali vivera e até deixara uma casita fraquita, pois sim. Mas quem se lembrava realmente e poderia ajudar era o senhor Amado que conviveu com eles. Descemos em direção à casa do senhor Amado para saber alguma informação da família do casal. Havia indícios, mais do que fortes de que a família teria vivido ali em Terrenho, antes de partir para o Brasil. Com um ar de desconfiança, sentado em sua cadeira de rodas, o senhor Amado nos recebeu, conduzidos que fomos pela sua afilhada, Dona Justina.

– Sou sobrinho-neto de Emília Pereira... tentou dizer o senhor Sebadelhe, que procurava rastrear as origens da família.

– Impossível, cortou o velho, ela não teve filhos.

– O senhor não entendeu. Eu sou neto do irmão mais velho de Emília Pereira, José Augusto Sebadelhe. Sou, portanto, sobrinho-neto de Emília Pereira.

O velho ainda nos olhava com desconfiança, como quem quisesse nos pegar em alguma contradição. O Senhor Sebadelhe disse que seu avô tinha partido para o Brasil, ainda jovem e lá tinha constituído família. Emília Pereira tinha ido ao Brasil para ficar com o irmão, mas por causa de desentendimento com a cunhada teria voltado para Portugal. Ele queria saber se o senhor Amado os conhecia, se tinha sido amigo de Emília, de quem ele não tinha tido mais notícias...
– Amigo, não, apressou-se a dizer o velho, amigo de amizade, sim.

– Sim, amigo, no sentido brasileiro do termo, é amigo de amizade. O senhor, então a conheceu?

– Sim, conheci todos. José Augusto, António Augusto, Teresa, Filomena, Joaquim e Emília. Filomena ainda vive? Perguntou o velho visivelmente emocionado.

– Eu perdi contato com ela, não sei lhe dizer. Não sei nem mesmo notícia da filha dela...
– Telma, disse o velho.
– Sim, Telma. Pelo visto o senhor a conheceu também.

O velho, então, começou a falar de toda a família. Do avô e dos pais de Augusto Sebadelhe, dos irmãos deste. Haviam, em criança e na adolescência, convivido. Depois da partida para o Brasil, apenas mantivera o contato com Emília, que ali morrera e deixara alguma coisa, que ele mandara para Filomena e até hoje não sabia se ela recebera. A cada palavra, a cada recordação, o velho se emocionava e tinha que buscar ar para poder continuar a narrativa, muitas vezes atrapalhadas pela Dona Justina, sobretudo quando se tratava de falar de bens ou de algum documento da família. O senhor Sebadelhe, também emocionado dizia do bem que o senhor Amado lhe fizera, ao proporcionar-lhe um reencontro com a família, mesmo que fosse à base de recordações. Não tinha qualquer interesse material, mas sentimental nesse reencontro. Agora podia dizer com certeza onde vivera seu avô, ali estivera e pudera reencontrar as raízes.

Valera a pena sair de tão longe na incerteza de encontrar algo e subir uma serra de curvas estreitas para encontrar o passado personificado em um velho numa cadeira de rodas.

Quando pegávamos o carro de volta para Salamanca, cruzamos com o padre que levava a comunhão ao senhor Amado, e ainda ouvimos a voz esganiçada da moça do pequeno comércio.

– Tia Agustinha! Ó tia Agustinha!

(episódio vivido nas Serras do Norte de Portugal, fim de verão, início de outono de 2002)


Milton Marques Júnior é professor, escritor e membro da APL

Obrigado por esta historia sr Milton Marques Junior
 

 JoséMateus

 

 

 Copiado aqui: https://www.carlosromero.com.br/2020/04/t errenho.html


lundi 2 novembre 2020

Antonio Maria de Andrade Flandres - 1442

 

Sr. Antonio Maria de Andrade Flandres, nascido em Terrenho, Portugal, aos 17/03/1926, filho de "Jose Faustino de Andrade", e "Maria Candida", conta sua História na vinda de Portugal ao Brasil, em 13.08.1952, no Navio "VERA CRUZ", que aportou em Santos-SP, Brasil.

mercredi 8 août 2018

A Rua Das Flores Terrenho

 

 

Com algum esforço e muito boa vontade, aqui está o resultado.

O nome de Rua das Flores já foi falado em tempos passados, os responsáveis dessa altura tiveram a ideia, mas não sei porquê , não se deu seguimento.
Pode ser que os responsáveis atuais, depois de verem o trabalho que foi feito, deem a esta rua o nome que ela merece " RUA  DAS FLORES "

 

 


Uma realidade

 

Parabéns, Sucena fizeste um trabalho bonito.

ANTES
A nossa avo Palmira ficaria orgulhosa se visse o teu trabalho, ela foi uma habitante desta rua e  tinha sempre a frente da sua casa cheia de flores.
DEPOIS