samedi 30 mai 2026
RECORDAR *****TERRENHO NOVEMBRO 2007
RECORDAR **** RANCHO DO TERRENHO 1974 ( ? )
jeudi 28 mai 2026
mercredi 27 mai 2026
dimanche 24 mai 2026
A CASA MAIS PEQUENA DO TERRENHO
Esta é sem duvida a casa de habitação mais pequena do Terrenho.
No principio dos anos 70 ainda viviam aqui três pessoas ( se a minha memoria é boa).
Hoje ela bem tenta resistir, mas até quando ?
Nesta casa morou, o senhor Manuel da Eduarda, senhora Tomasia e a sua filha, que se chama Ascenção, andámos na escola ao mesmo tempo.
No principio dos anos 70 ainda viviam aqui três pessoas ( se a minha memoria é boa).
Hoje ela bem tenta resistir, mas até quando ?
Nesta casa morou, o senhor Manuel da Eduarda, senhora Tomasia e a sua filha, que se chama Ascenção, andámos na escola ao mesmo tempo.
Aqui fica uma ideia : E se a junta de freguesia comprasse esta casa, para impedir que ela seja destruída ?
jeudi 21 mai 2026
samedi 16 mai 2026
dimanche 10 mai 2026
PADRE JÚLIO GOMES - PÁROCO DO TERRENHO ( EN1900 ?)
PADRE JÚLIO GOMES
O HOMEM
Natural de Almendra,
nascido em 1871, o padre Júlio César Gomes descendia de uma família abastada e
complementava uma prole numerosa: seis irmãos – quatro homens e duas mulheres.
Parafraseando, parcialmente, Sá de
Miranda, tracemos o seu carácter:
“Homem
dum só parecer,
De um só rosto e uma só
fé,
Tudo o mais pode ser,
Mas
frouxo e sem carácter é que não é.”
Este homem que amava Deus,
que amava, ajudava e defendia os desditosos, ousou amar uma mulher: a filha do
dono da casa onde se hospedara, quando nomeado pároco do Terrenho.
Um ano os separava na
idade e o seu profundo e desmedido amor os uniu para a vida inteira.
Ela havia de ser
encarcerada no seu próprio quarto, durante um ano, e ele transpôs a “Teja” e
aquartelou em Moreira de Rei, sua nova paróquia.
Moreira de Rei havia de
ser o Paraíso para os amores de Júlio e Carmina. Ela, sempre que podia, dava
uma escapadela e aí se entregavam à grandeza e pureza dos seus amores sem
limites.
Moreira acolheu, não
hostilizou e beneficiou. Recebeu a inteligência e a capacidade de um homem
superior que pôs todas as suas forças e influências – que haviam de ser muitas
– ao serviço dos seus paroquianos, defendendo-os e orientando-os junto dos
poderes públicos, onde era ouvido e se fazia ouvir… A eles se entregou, a todos
defendeu, a todos ajudou e todos beneficiaram do seu lema: “Aos ricos nada levo
porque são amigos – aos pobres nada levo por nada terem”.
Aplicando e desenvolvendo
o seu espírito humanista, o padre Júlio, a breve trecho, se tornou a voz, o
querer e o sentir das gentes de Moreira.
Entretanto, as visitas de
Carmina são cada vez mais amiudadas e as presenças mais alongadas – presenças e
ausências equilibram-se: mês cá, mês lá…
O Bispo impõe o corte
cerce do relacionamento. O padre não cede. Sucedeu-se a suspensão do renitente,
que durou dois meses. O Bispo, perante tão forte caráter, reconsiderou e
recuou.
Os filhos sucedem-se:
primeiro o varão, a que havia de chamar Hermínio, e que pouco tempo vivera
(três ou quatro anos). Depois nasce a Carlota, que havia de morrer de parto,
casada que foi com um professor. Do filho da infortunada Carlota havia de se
ocupar, carinhosamente, sua avó Carmina. Mas a criança pouco tempo resistiu.
Mais novo que a Carlota, apenas quatro anos, em 1913, nasce outro varão que, como o falecido irmão, se
havia de chamar Hermínio. O porquê dos “Hermínios” deve encontrar-se na estima
e admiração nutrida pelo padre Júlio em relação ao seu irmão doutor Hermínio
Gomes, coronel médico.
E a Igreja, e o Bispo e o
povo de Moreira de Rei… o que pensavam, como encaravam, como sentiam os amores
inefáveis de Júlio e Carmina?
A Igreja, vencida – como
noutros casos e muitos foram ao tempo – procurou ignorar, deixando que novos
núcleos sociais (novas famílias), sã e claramente, nascessem, se desenvolvessem
e multiplicassem… Era o devir, o devir natural…
O Bispo foi conquistado
pela gentileza e simpatia da jovem Carlota, quando a Moreira se deslocou na
preparação da Comunhão e aos seus préstimos se habituara e não mais os
dispensara.
Quanto a Moreira de Rei,
ainda se respira a lendária simpatia e admiração que os seus avós dedicavam ao
seu padre e ao seu amigo. A simpatia e a sã convivência foram tais que a
família Gomes deixou em Moreira mais de uma vintena de afilhados.
O último dos Gomes, o
Hermínio Nunato, faleceu no Lar de Trancoso em 8 de Setembro de 1995. Foi o
único sepultado em Trancoso, enquanto a restante família repousa no cemitério
do Terrenho. Assim, o padre Júlio nem post
mortem se separou de D. Carmina, a eterna companheira.
Fiquemos com a profunda e
muitas vezes repetida frase do padre Júlio – situando-se no mundo e na vida –
acerca dos seus amores: “ A Deus não me posso esconder – dos homens do mundo
não me importo”.
Mas, para melhor
conhecermos o homem, aludiremos a alguns episódios onde o seu timbre ficou bem
patente. Assim, ao transpor a Teja, deixou para trás parte de uma paróquia – a
Castanheira – a que não virou costas e onde se deslocava, sempre que a obrigação
e a devoção por ele reclamavam.
É numa dessas deslocações
à Castanheira que, no seu regresso, já noite dentro, uma espera lhe é feita –
quiçá, contrapartida dos ousados amores… Porém o valente e corajoso padre Júlio
não gostou do estorvo e desancou o primeiro, medindo-o um par de vezes com um
varapau, seu companheiro das viagens noturnas.
Se um “viu estrelas, os
outros viram relâmpagos” e, batendo com os calcanhares no rabo, deram às de
Vila Diogo.
Muito ligado à família,
era ele quem aconselhava e prestava auxílio aos pais, já idosos, até porque dos
filhos era o que mais perto vivia. E, nesse contexto, consta em Almendra que o
Conde, grande ricalhaço a tender para o usurpador, queria “apanhar” uns
choupos, próximos de outros dele, ao pai do padre Júlio.
Ora, o pai Gomes escreveu
uma carta ao filho, queixando-se das intenções e arremetidas do Conde. A
resposta, num postal − para que o conteúdo pudesse ser alastrado e vulgarizado –
foi peremptória, precisa e concisa: diga ao Conde que tenha juízo, porque senão
vou aí, meto-lhe o dedo no cu e atiro-o para o telhado! O Conde, se não foi
para o telhado, também não voltou a falar nos choupos.
É isso mesmo. Quem tem cu,
tem medo!
Republicano e democrata
fervoroso, acabou por estar ao lado de Afonso Costa – e contra a própria Igreja
– no processo de laicização da sociedade, com a sua lei da separação da Igreja
e do Estado – “novo quadro institucional e mental, centrado no respeito pela
liberdade de consciência de cada um”.
Sabemos que o padre Júlio
era inteligente, era valente…, mas também sabemos que não era incauto e, por
isso mesmo, nesta agitação político-social (lutando ele abertamente contra o “statu quo ante”), astuciosamente se
fazia acompanhar de duas pistolas que “religiosamente” entregava ao sacristão
quando entrava na igreja, para “laicamente” as retomar quando dela saía.
Hoje falámos da forte
personalidade e dos conturbados amores de um Homem que soube viver, para além
do seu tempo e… de todos os tempos.
Fonte:https://decaedela.blogspot.com/search/label/Almendra
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Almendra,
casamento de padres.,
Moreira de Rei,
padres com filhos,
Trancoso
UM POUCO DE HISTÓRIA, SOBRE SOLAR DOS ALMEIDAS
-ALMEIDA, morgados de Nossa senhora da Guia, no Terrenho (Trancoso) 1
- Luís Lopes de Almeida. Capitão-mór de Moreira de Rei, senhor da Casa
do Terrenho, viveu nos Esporões. Primo de Gaspar de Almeida, de Belchior
de Almeida, do Licenciado Reverendo Benites de Almeida e de Manuel de
Almeida, moradores no Terrenho, filhos de Sebastião Rodrigues, cavaleiro
fidalgo da Casa Real, natural da Meda, e de Catarina Fernandes; netos
paternos de Cristóvão Benites, Cavaleiro Fidalgo da Casa Real, e de
Mécia de Almeida, moradores em Ceuta (segundo constava de uma
justificação requerida por aquele Gaspar de Almeida e feita em Ceuta em
1620)Casou primeira vez com Beatriz Luís, de quem parece não ter tido
filhos; e segunda vez com Maria Simão Baptista, viúva de João Baptista
Anes. Terá sido desta que teve: 2 - Luís Lopes de Almeida. Segue. 2 - Luís Lopes de Almeida. Senhor da Casa do Terrenho, sargento-mór de Moreira de Rei. Casou com Maria Alvares. Tiveram: 3 - Luís Lopes de Almeida. Segue. 3 - Manuel Ribeiro de Almeida. Padre, abade da Freguesia de Moledo, termo da vila de Mões. 3 - Bernardino de Almeida, padre. 3
- Luís Lopes de Almeida. Sargento-mór da vila de Almeida, durante mais
de 11 anos. Senhor da Casa do Terrenho, (solar que ostenta as armas
plenas dos Almeidas) por escritura de 9 de Dezembro de 1738 instituiu
com seus irmãos e com o filho Padre Manuel um vínculo da casa e
propriedades a favor de seu filho Luís José, o qual foi confirmado por
escritura de 20 de Outubro de 1748, eregindo como cabeça do mesmo a
Capela de Nossa Senhora da Guia, no Terrenho. Casou com Maria da Fonseca
Ribeiro, sua prima, filha de Domingos Ribeiro, da vila de Moreira, e de
Isabel Gaspar. Tiveram. 4 - Luís José de Almeida, segue. 4 - Manuel Ribeiro de Almeida. Licenciado, padre, sucedeu a seu tio na abadia de Moledo. 4 - D. Juliana Maria de Almeida. 4 - D. Maria Luísa da Conceição e Almeida. 4
- Luís José de Almeida. 2º morgado do Terrenho, bacharel em Cánones,
cavaleiro professo na Ordem de Cristo com 30.000 reis de tença em
atenção aos serviços de seu tio materno Manuel Ribeiro, Juiz de fora de
Ponte de Lima, corregedor de Viana, provedor da Comarca de Esgueira por
alvará de 12 de Setembro de 1747. Senhor da Casa do Terrenho e do
vínculo de Nossa Senhora da Guia, ao qual anexou bens por escritura de
10 de Setembro de 1759. Casou com D. Clara Josefa de Azeredo e
Vasconcelos, filha única e herdeira de Brás de Azevedo e Vasconcelos,
senhor da Casa de Barcos, e de D. Inês de Proença de Gouveia; neta
paterna de Martinho Rebelo de Azevedo, natural de Barqueiros, e de D.
Maria da Cunha de Miranda, de Barcos.C.g. nos Almeidas morgados do
Terrenho
Fonte:http://www.geneall.net/P/forum_msg.=46466 ******************************************** Outros documentos que atestam a importancia deste solar, foram publicados como podem ver, no "ALMANACH E ANNUÁRIO DE TRANCOZO " em 1916.
Doc: Doc: Cedidos pelo proprietário da época,(2009)sr. Amilcar
vendredi 8 mai 2026
O LAR DE JOAO DE DEUS
"Deus abençoe o lar de João de Deus" em 29-08-1953.
Esta
tabuleta existia na casa onde viveu o sr. João de Deus e a senhora Maria do Carmo,sua mulher, agora
pertence ao Rui.
Para aqueles que o conheceram,( se tem mais de 70
anos ) lembram-se com certeza que ele era um bom tocador de guitarra,
deve ser por isso que tem duas guitarras desenhadas.
No dia de carnaval ele era a atração principal.
Eu
lembro-me muito bem que nesse dia, lá estávamos nós à espera que ele saísse de casa, ele vestia-se com roupa
de mulher, pintava a cara e ponha brincos e tudo (os brincos eram duas
molas da roupa) e com a sua guitarra dava volta ao povo a tocar e a
cantar, os miúdos como eu, não podiamos faltar e lá íamos atrás dele.
Lembro também quando eles iam para as hortas que eles tinham nos eidos, ele com sachola as costas e a senhora Maria do Carmo com as mãos debaixo do avental
O senhor João de Deus e a senhora Maria do Carmo, foram para o Brasil por volta de 1960 e não voltaram, como muitos outros que para lá foram.
jeudi 7 mai 2026
PRIMAVERA 2009 - COM O CENTEIO A FAZER ONDAS E MUITO MAIS
Já lá vão uns anitos ( 17 ) mas faz bem relembrar esses momentos, espero que gostem tanto como eu gostei de o fazer e de rever.
lundi 4 mai 2026
REGA TRADICIONAL, TERRENHO, COM O SR. ANIBAL, Mês de MAIO 2009
Passava na estrada, perto das lapinhas e apercebi-me que o senhor
Aníbal ia regar as batatas e os feijões, aproveitei a ocasião para ir ver e ouvir,
isto porque durante a rega tivemos direito a algumas histórias, que só
ele sabe contar, como ninguém, personagem especial, da rega nao aprendi
muito, pois eu fiz isto quando era jovem, mas pelas histórias que nos
contou valeu a pena.
Mesmo se o sistema de rega automática também já chegou ao Terrenho, esta que se faz com a agua a correr e a ajuda da sachola, ainda continua a ser utilizada.
Filmado em Maio de 2009
Obrigado sr. Anibal P. pela sua colaboração.
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