jeudi 25 avril 2013

Caminho Antigo 'Levada' Terrenho

Até parece que ainda estamos noutra época, nada mudou, ainda bem que é assim

















lundi 22 avril 2013

Provérbios populares

A pressa é inimiga da perfeição

samedi 13 avril 2013

Lagar Antigo


Mais um, este fica na do pisco, perto da pia da Moura.


Podemos ver que tanto aqui como à volta da Pia da Moura houve voluntários que fizeram uma grande limpeza para que estes lugares sejam mais acessíveis, prova que há  cada vez mais pessoas a interessar-se pelo nosso património.

Foto de:  João A.

Terrenho, a Paisagem antes e depois da barragem

                                                           Para recordar

 A qualidade das fotos antigas não é a melhor, mas foram tiradas com os meios da época

1981








1981



1975 ? E certo que foi no mês de Julho, porque há rolheiros na eira da varela




                                           




lundi 1 avril 2013

Humor


                                               Faz mais como esta, Carlitos


Cuidado com o dono que o cão está preso


O chá de cavalinha - ou Rabo de Gato

O chá de cavalinha, também conhecido como milho de cobra, erva carnuda, rabo de gato....
uma planta comum nas cidades e nos campos, encontra-se em todos os continentes com excepção da Austrália e Antárctica. Com mais de 300 mil milhões de anos é considerada uma das formas de vida vegetal mais antiga do Planeta.   
 Devido às suas propriedades diuréticas e adstringentes, o chá de cavalinha - rabo de gato é muitas vezes utilizado como auxílio no tratamento de infecções na bexiga, rins, diarréias, gonorreia, inflamação e inchaço da próstrata. Também ajuda na consolidação das estruturas ósseas, na cicatrização de feridas, no combate a hemorragias, úlceras gástricas e anemias.   

No caso de ter a pele seca, acne, necessitar de fortalecer o cabelo e as unhas, combater a celulite e prevenir varizes e estrias, também pode usar o chá de cavalinha pois tem propriedades hidratantes profundas.

lundi 18 mars 2013

10 centavos ou 1 tostão “Marcelinho”


Em 1969, foi lançado em Portugal o “marcelinho”. Esta moeda, em alumínio, com o valor facial de 10 centavos (vulgo 1 tostão), causou grande polémica quando foi colocada em circulação. O motivo para tal alarido, foi o facto de o “marcelinho” ser a primeira moeda portuguesa a deixar de ter em metal o seu valor facial.
Em 1970 foram cunhados novos “marcelinhos”, no entanto estas moedas não foram colocadas em circulação, ou então foram-no em quantidades muito reduzidas. Ao que parece, as cunhagens de 1969 e 1970 foram apenas experimentais, daí terem sido bastante reduzidas. Daqui resulta que as moedas de 10 centavos, destes dois anos, são muito difíceis de arranjar, sendo um dos alvos preferidos dos falsificadores e viciadores de peças numismáticas. A partir de 1971, os “marcelinhos” foram cunhados todos os anos (até 1979) e em grandes quantidades, pelo que são moedas muito fáceis de arranjar.

                                         
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O  nome "marcelinho" que foi atribuído a esta moeda, vem do nome do primeiro Ministro da época, que se chamava  Marcelo Caetano

Um clic na foto 

Se para alguns, elas desapareceram da circulação, aqui em casa ainda há umas boas centenas, pois fazem parte da minha colecção.



lundi 11 mars 2013

Receita de Bolos da Páscoa ou Folar Região da Guarda

Cozidos no forno eléctrico








Cozidos no forno a lenha



Ingredientes

1 kg de Farinha de trigo
10 ovos (depende do tamanho )
1/4 litro de azeite
          
1/2 cálice de aguardente
Três colheres de (café ) de sal
30 gr. de fermento de padeiro ( duas saquetas)



MODO DE PREPARAÇÃO

Comece por desfazer o fermento num pouco de Agua morna  e deixe-o levedar numa tigela, ( dez minutos)

De seguida coloque a farinha num alguidar grande, considerando que a massa irá crescer muito  e junte o sal .

Leve o azeite ao lume até que fique bem quente, retire-o e verta-o sobre a farinha, tendo o cuidado de mexer com uma colher de pau para escaldar muito bem toda a farinha.

Depois esfarele tudo muito bem com as mãos para que não fique grumos.

Junte o fermento, que nessa altura duplicou de volume
Junte os ovos e amasse com as mãos
Junte a água-ardente e continue a amassar, até obter uma massa macia.  
Ter sempre ao lado um recipiente com azeite, para untar as mãos.
Se necessário vá enfarinhando a mãos.

Deixe a massa levedar durante  uma hora,ou um pouco mais ( depende da temperatura ambiente) em local resguardado de correntes de ar e coberta por um pano.

Quando duplicar de volume estará pronta para fazer os bolos (tender)

Corte a massa em dois ou três  bocados, depois estenda a massa para ficar com a forma de 20 centímetros sobre 10. Deite uns ' fios ' de azeite sobre a massa esfregue para que a massa fique untada.
Em seguida junte as duas pontas ( ver foto ) como se fechasse um livro, deite  mais uns 'fios' de azeite na parte que vai ficar para cima e espalhe sobre toda a superfície do bolo.
Colocam-se num pano polvilhado com farinha e deixam-se levedar 'fintar' cerca de uma hora. A massa deve duplicar de volume.

Aqueça o forno  '200graus' ponha uma travessa a aquecer polvilhada com farinha, depois coloque os bolos e deixe cozer, 35 a 40  min, conforme o tamanho.


: Depois de cozidos, podem ser acompanhados com queijo,  chouriço, presunto, ou então ao pequeno almoço com doce de fruta.



vendredi 1 mars 2013

Provérbios populares

Vento de Março e chuva de Abril fazem o Maio florir




jeudi 28 février 2013

LAREIRA DA ALDEIA -TERRENHO

A minha Lareira do Terrenho e as duas panelas de ferro, uma era da minha avó materna, PALMIRA e a outra da minha avó paterna, Adozinda









Hoje em dia já não há serões à lareira nem o contar de histórias mágicas, lendas e narrativas dos mais velhos aos mais novos.
As casas modernas são avessas a fumo, as lareiras são demasiado pequenas, muito decorativas e pouco funcionais e defronte não há lugar para uma roda onde caibam avós, filhos e netos.
Os netos estão entretidos com a televisão, com o computador e consolas de jogos.
Os avós, raramente coabitam com os filhos e netos. Quando muito vivem sozinhos ou  num lar de idosos.
Noutros tempos, quando a eletricidade ainda não chegava à maioria das aldeias, ou se chegava, não entrava em todas as habitações, as grandes lareiras eram frequentes nas casas, mesmo nas mais pobres e depois de acabados os trabalhos no campo, para ajudar a matar as longas noites de Inverno, aconteciam os serões, com os mais velhos, de modo especial os avós, a contarem aos netos coisas do seu tempo, histórias ligadas ao campo, aos animais, velhas narrativas e contos sobre outros tempos, pessoas e lugares.

Enquanto isso, à luz da fogueira ou do candeeiro a petróleo, as mulheres entretinham-se a fiar ou a remendar a roupa.

Assim, nas longas noites de Inverno, depois da ceia (jantar), por vezes com a chuva e o vento a fustigarem impiedosos a noite, toda a família reunia-se ao redor da fogueira, onde crepitavam grandes tocos (lenha proveniente das cepas das árvores, conseguidas com muita força na picareta e no machado). Assim, depois da habitual reza do Terço, onde os mais novos não resistiam à lengalenga e “passavam pelas brasas”, logo depois começava a parte melhor, com a 
avó a contar das suas. Umas vezes sobre coisas vulgares, outras, porém, histórias fantásticas, que até metiam bruxas e espíritos, vagueando por casas e caminhos assombrados. Nessas alturas, escusado será dizer que, para além do fascínio do enredo, “a mais grossa era como azeite”, isto é, ficávamos assustados e depois da entrada na cama, permanecíamos debaixo dos cobertores a arfar de calor e de medo.
Mas, apesar disso, quase sempre ficávamos (eu, os meus irmãos chegados ) fascinados por tantas histórias. Muitas delas ficaram marcadas nas nossas cabecitas até aos dias de hoje.

Para além do mais, apesar de não ser presença nesses serões, recordo-me sobretudo da minha avó materna, a qual habitualmente, enquanto a minha mãe trabalhava na lida do campo, tomava conta de mim e de meus dois irmãos mais chegados. Essa fase ocorreu entre os meus dois a sete anitos. Depois, com essa idade, o pouco tempo que sobrava da escola era investido a ajudar os pais na casa e no campo, incluindo o tomar conta dos irmãos mais novos, ou dos animais.
Essa minha avó tinha de facto o condão de contar. Histórias, contos, lendas, etc. Para além do mais era um repositório vivo de sabedoria dos velhos usos e costumes. 

Como se isso não bastasse, era tambem procurada na aldeia para “talhar” (reza que supostamente curava) alguns males, como o tesourelho, ou tresorelho (papeira), as bexigas, o sarampo, as aftas e outras maleitas incluindo o “mau-olhado”.
Tantas vezes assisti (e fui alvo) dessas rezas, desses “talhamentos”, mas era demasiado pequeno para me interessar pela sua recolha. 
Apesar de tudo, alguém na família conseguiu preservar algumas rezas. Por exemplo, contra o “mau-olhado”, que tanto se aplicava a pessoas como a animais, sobretudo gado.
Colocava-se a mão direita, empunhando um terço benzido, contra a testa da pessoa ou do animal e rezava-se:
Esse ar que te deu, quem to daria,
Que não fosse por maldade,
Que não fosse por vingança?
Talha-to por  Deus e pela Virgem Maria,
Em quem porás toda a esp´rança,
E p´las Três Pessoas da Santíssima Trindade.
Assim como elas querem e podem,
Ao toque do nosso sino (da igreja da aldeia),
Pelo Seu Poder Divino,
De onde este mal veio depressa lá retorne.
- Reza-se uma Ave-Maria.
Repete-se sete vezes, intervalando com o Sinal da Cruz sobre a fronte do “talhado”.
Esta reza deve ser feita durante sete dias consecutivos, de preferência antes do toque das Ave-Marias, entoado pelo sino da igreja da aldeia.


 http://santa-nostalgia.blogspot.fr


lundi 25 février 2013

Provérbios Populares


Quando não chove em Fevereiro, nem bom centeio nem bom lameiro

samedi 9 février 2013

Licença Anual para Uso de Isqueiro

Em Portugal, entre Novembro de 1937 e 1970, qualquer cidadão que usasse um isqueiro para acender o tabaco tinha que ter uma licença.





Clic na foto


Veja-se esta “Licença Anual para Uso de Acendedores e Isqueiro”, que diz:

“É proibido o uso ou simples detenção de acendedores ou isqueiros que estejam em condições de funcionar quando os seus portadores não se achem munidos da licença fiscal.
Os infractores serão punidos com a multa de 250$00 além da perda dos acendedores ou isqueiros, que serão apreendidos, salvo as excepções reguladas pelo respectivo decreto-lei.
"Se o delinquente for funcionário do Estado, civil ou militar, ou dos corpos administrativos, a multa será elevada ao dobro e o facto comunicado à entidade que sobre ele tiver competência disciplinar".
Das multas pertencerão 70 por cento ao Estado e 30 por cento ao autuante ou participante.
Havendo denunciante, pertencerá a este metade da parte que compete ao autuante.
Outras disposições consultar os respectivos decretos”.

Jà naqueles tempos os cigarros  "queimavam"



Uma licença de utilização, passada pelas Finanças, todos os anos, nada barata e, para cúmulo, era passada nominalmente. Ou seja, um isqueiro não podia ser utilizado por outra pessoa que não aquela cujo nome estava na licença. E para controlar a sua utilização havia a polícia e uma caricata “profissão” denominada de “fiscal de isqueiros” que, em caso de prevaricação, aplicavam uma multa e apreendiam o isqueiro.






Dado que a imagem não é suficientemente nítida, reproduzo o texto da “Licença Anual Para Uso de Acendedores e Isqueiros” em que gostaria de chamar a vossa atenção para uma palavra lá existente:  delinquente. Nem mais!





Para quem não sabia ou já não se lembrava, aqui está a memória não muito longínqua de uma prática existente no nosso país. De repressão, sim, mas também de caça a mais um imposto.





Livro de Leitura da 4ª Classe 1940 ?


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Livro de Leitura da 4ª Classe – Ulysses Machado



A edição não tem qualquer referência quanto à data, mas porque faz referência a uma passagem do Diário do Governo de 21/03/1932, julgo ser do final dos anos 30, princípios de 40.


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(fonte: Biblioteca Nacional)

dimanche 27 janvier 2013

Receita De Pão Caseiro à Moda Antiga

RECEITA  DE PÃO CASEIRO


Ingredientes
1,5 kg de farinha para pão (tipo 65)

6 Saquetas de fermento de padeiro (5 gr. cada )

 90 cl de água 

4 colheres de chá de sal de mesa ( depende do gosto)

Preparar a salmoura

Deite um pouco de agua morna dentro de um copo e junte o fermento (deixe agir 10minutos ).

Num alguidar grande deita-se a farinha, e mistura-se com o sal, a seguir juntam-se  o fermento, mistura-se.
Aquece-se a água,(Não muito quente porque tem que meter as mãos dentro)  
Abre-se uma cavidade no centro da farinha e despeja-se a água.
Agora tem que se meter a mão na massa, mistura-se tudo muito bem, a massa fica agarrada às mãos,é muito chato mas fácil de resolver.
Com uma colher tire o máximo de massa que está agarrada aos dedos depois esfregue as mãos com farinha, deitando também um pouco de farinha sobre a massa.
Continue a amassar  até  deixar de colar as mãos ,À medida que se vai amassando o pão coloque água ou farinha se achar necessário.
Para amassar pegue na massa do exterior para o interior e calque com o punho.
Agora faça uma bola polvilhe com farinha e deixe levedar 'fermentar' durante uma hora,
Depois desse tempo, ou assim que a massa tiver crescido cerca do dobro


Depois de Amassado


Uma hora depois



E altura de tender os pães, redondos ou compridos 
Coloque os pães numa travessa com um pano por cima e deixe fermentar uma hora;            (O tempo de fermentação depende da temperatura ambiente)











Aqueça o forno  '200graus' ponha uma travessa a aquecer polvilhada com farinha, depois coloque os pães e deixe cozer, 35 a 40  min, conforme o tamanho dos pães.

Estes foram feitos cá em casa










E o resultado é este

Ou este 


PS:Pode rechear o pão com chocolate, chouriço, toucinho etc…
Para o fazer tenda o pão em bolas mais pequenas e depois estique-as ao no comprimento coloque o que pretender dentro e feche de modo a que se deixe de ver o recheio.

Se não ficar bem da primeira vez , tente outra vez.


samedi 26 janvier 2013

BURRO COM ENGARELAS



Mesmo se ele nos pregou muitas partidas,deitando-nos  para o chão quando via uma burra aparecer na sua frente, não deixou de ser  o nosso fiel companheiro durante muitos anos, para não dizer séculos.
Não é que a sua utilização tenha acabado, mas ela faz-se de outra maneira, as engarelas, como aqui vemos,  desapareceram, agora é mais para puxar a carroça.
E em alguns casos 'raros' lavrar


Albarda

mardi 15 janvier 2013

PIOLHOS - LADROS

Esta planta encontra-se na rua paralela à avenida, em frente à casa da Família Carvalheira, no balcão que eu penso ser propriedade das herdeiras do sr Miguel.
Ela  passa despercebida para a maior parte das pessoas e portanto ela já la estava em 1960.

Passagem obrigatória para muitos de nos quando ainda existia a 'escola velha'.
Como podem ver os frutos são umas bolinhas vermelhas que nos colhia-mos e depois de esmagadas na mão  serviam para esfregar no pescoço dum camarada e isso dava tanta comichão,            que talvez por isso, ' ficou a Chamar-se piolho-ladro'

A definição de Piolho-ladro no dicionário é a seguinte:


Piolho-ladro [Entomologia]  Piolho que parasita a púbis. = CARANGO, CHATO
Plural: piolhos-ladros.



Também nesta rua havia outra coisa que ficou na memoria de muitos cá da terra, era o famoso cão que se chamava moloto ou molotof, nos tínhamos que passar sempre em silencio na frente da porta, senão tínhamos a certeza que ele saia do pátio e ferrava o dente.

Mesmo se ele nos metia medo, também fazia uma coisa que toda a pequenada gostava de ver; como muitos de nos sabemos naqueles tempos as motas eram raras e como o sr Padre tinha uma, sempre  que ele passava com a mota na frente da porta era a corrida atrás da mota  e isso nos  gostávamos de ver,  talvez porque era a mota do sr. ,Padre, ele pelo contrário não gostava muito da brincadeira. 








BACALHAU COM NATAS




Ingredientes:


    600 gr   de  Bacalhau
    600 gr   de Batatas
    600 gr   de cebolas
    Azeite e  margarina




Corta-se a cebola às rodelas e leva-se a refugar juntamente com o azeite e a margarina, 
fritam-se as batatas aos quadrados,
Coze-se o bacalhau, depois de demollado (no mínimo 24 horas e mudar a àgua tres vezes),  desfia-se, depois de desfiado mistura-se à cebola juntamente com as batatas já fritas, mistura-se tudo e deita-se numa travessa de ir ao forno.

Para o Molho Branco


    150  de Farinha
    Meio litro de Leite
    duas gemas de ovos
    um pacotinho de Natas (200ml)
    Sal, pimenta, mustarda


Põe-se o leite num tacho e junta-se-lhe farinha, leva-se ao lume e meche-se até ficar grosso, tira-se do lume, deixa-se arrefecer um pouco e mistura-se às gemas mexendo bem, depois as natas, o sal, a pimenta e a mostarda, mistura-se tudo muito bem, depois de pronto deita-se por cima do bacalhau já na travessa e vai ao forno para gratinar ( alourar).

mardi 8 janvier 2013

Erosão nas Rochas (Fragas) Terrenho


Algumas  parecem ter sido feitas pela mão do homem.

Provérbios Populares

Se queres ser bom ervilheiro, semeia no crescente de Janeiro

lundi 31 décembre 2012

Panorâmica do Terrenho




Se não tiveram  como eu, a oportunidade de lá estar para as festas de natal, aqui vão algumas fotos para se sentir um pouco mais perto.

Fotos enviadas pelo João Ribeiro,  Obrigado 








samedi 15 décembre 2012

Fumeiro da Beira Alta

Noutros tempos, o homem do campo via na matança do porco a garantia do seu sustento para o ano inteiro. 
Eram necessárias muitas economias para que se pudesse adquirir o leitão para engorda, destinado a ser abatido. Comprar carne aos quilos não dava resultado nem havia meios  para as numerosas famílias, daí a necessidade de se matar um porco, que traria consigo fartura.
O fumeiro , nomeadamente os presuntos e enchidos,  não constituem, hoje,  nenhuma inovação de qualidade ou originalidade, na medida em que estes já são produzidos há muitos anos,no entanto, por serem considerados desde sempre,  produtos de alta qualidade, passaram a ocupar um lugar de destaque na nossa sociedade e hábitos gastronómicos.


As receitas vão variando consoante cada família e seus gostos pessoais, mas o processo, esse não muda e continuara a ser passado de geração em geração e o nosso belo fumeiro jamais será esquecido e o mais importante, jamais será um processo mecanizado. 
Pelo menos é o que nos esperamos que aconteça por muitos e largos anos.
























Como provam as imagens, todos os pormenores “do antigamente” foram contemplados. Nada falta neste fumeiro: o  palaio, chouriças,  farinheiras,Bucho  moiras,chouriças de couros, salpicões....
Um grande bem haja à Leonor e ao Victor, que cuidam do fumeiro e nos proporcionam estes sabores de antigamente, não esquecendo a sra Filomena pelas fotos.