lundi 26 août 2013
samedi 29 juin 2013
Para recordar "1975 ?"
mardi 25 juin 2013
Vestigios do passado - Terrenho
E bem visível a data de 1630, algumas letras também são visíveis na parte superior da pedra, mas estão incompletas, o quer dizer que esta pedra já veio de outra construção
samedi 15 juin 2013
Distrito da Guarda perdeu 13 mil eleitores em quatro anos
No final de 2012 havia no distrito da Guarda 169.065 eleitores contra 182.066 quatro anos antes
*****************************
Em quatro anos, o distrito da Guarda perdeu mais de 13 mil eleitores e na Cova da Beira a quebra foi de cerca de 4.200 votantes. O número de recenseados desceu em todos os concelhos da região, sendo Belmonte o menos afetado, enquanto a Covilhã, que mantém o atual número de vereadores no executivo por apenas 110 eleitores, é o que mais perdeu.
Os dados mais recentes do número de pessoas recenseadas estão disponíveis no site da Comissão Nacional de Eleições (CNE), tendo a última atualização sido feita a 31 de dezembro do ano passado. Há quatro anos, houve um “boom” de eleitores na região por força das alterações à lei do recenseamento que previa a inclusão de muitos emigrantes. No final de 2012 estavam inscritos no distrito da Guarda 169.065 eleitores, mas em dezembro de 2008 eram 182.066, o que significa um decréscimo de 13.001 potenciais votantes. Quanto à Cova da Beira, que inclui os concelhos de Belmonte, Covilhã e Fundão, passou de 90.150 recenseados em dezembro de 2008 para 85.938 no final do ano transato. A maior quebra em termos absolutos foi registada na Covilhã, que perdeu 2.337 eleitores em quatro anos e mantém os nove vereadores atuais apenas por 110 inscritos nos cadernos eleitorais, pois caso contasse menos de 50 mil eleitores o número de eleitos passaria a ser sete.
Entre os concelhos mais penalizados encontram-se também Seia (-1.999), Fundão (-1.853), Sabugal (-1.846), Pinhel (-1.478) e Gouveia (-1.218). Pelo contrário,os que menos eleitores perderam foram Belmonte (-22), Fornos de Algodres (-329), Manteigas (-372), Guarda (-453) e Figueira de Castelo Rodrigo (-578). Outro dado curioso é que, cruzando os números do recenseamento com dados dos Censos de 2011, constata-se que apenas cinco dos concelhos analisados têm mais população residente – critério que inclui habitantes desde os zero anos – do que eleitores. São eles a Guarda, com mais 2.512 habitantes do que recenseados, Covilhã (1.687), Belmonte (198), Figueira de Castelo Rodrigo (84) e Fundão (46). Ou seja, na maioria dos municípios, o número de eleitores (cidadãos com 18 ou mais anos) supera os respetivos moradores. Apesar da variação do número de recenseados, não haverá qualquer alteração na formação dos executivos nas 17 autarquias analisadas. Ainda assim, não é por muito que Pinhel (345) e Trancoso (565) vão manter os sete eleitos para a Câmara.
O nº 2 do artigo 57º da Lei nº 169/99, de 18 de setembro, estabelece que, «para além do presidente», a câmara municipal é composta por oito vereadores nos municípios com mais de 50 mil e menos de 100 mil eleitores; seis vereadores nas autarquias com mais de 10 mil e até 50 mil eleitores e, por último, quatro vereadores nas edilidades com 10 mil ou menos eleitores, situação em que se encontra a maioria das Câmaras da região. O secretário e coordenador dos serviços da CNE esclarece que o recenseamento eleitoral é «permanentemente atualizado» e o número de mandatos de cada órgão autárquico «será definido de acordo com os resultados do recenseamento eleitoral, publicados pelo Ministério da Administração Interna no “Diário da República” com a antecedência de 120 dias relativamente ao termo do mandato». Paulo Madeira adianta ainda que a atualização do recenseamento é suspensa no 60º dia anterior à eleição e até ao dia da mesma, «não podendo ser efetuadas novas inscrições ou transferências».
Fonte: Jornal O interior
*****************************
Em quatro anos, o distrito da Guarda perdeu mais de 13 mil eleitores e na Cova da Beira a quebra foi de cerca de 4.200 votantes. O número de recenseados desceu em todos os concelhos da região, sendo Belmonte o menos afetado, enquanto a Covilhã, que mantém o atual número de vereadores no executivo por apenas 110 eleitores, é o que mais perdeu.
Os dados mais recentes do número de pessoas recenseadas estão disponíveis no site da Comissão Nacional de Eleições (CNE), tendo a última atualização sido feita a 31 de dezembro do ano passado. Há quatro anos, houve um “boom” de eleitores na região por força das alterações à lei do recenseamento que previa a inclusão de muitos emigrantes. No final de 2012 estavam inscritos no distrito da Guarda 169.065 eleitores, mas em dezembro de 2008 eram 182.066, o que significa um decréscimo de 13.001 potenciais votantes. Quanto à Cova da Beira, que inclui os concelhos de Belmonte, Covilhã e Fundão, passou de 90.150 recenseados em dezembro de 2008 para 85.938 no final do ano transato. A maior quebra em termos absolutos foi registada na Covilhã, que perdeu 2.337 eleitores em quatro anos e mantém os nove vereadores atuais apenas por 110 inscritos nos cadernos eleitorais, pois caso contasse menos de 50 mil eleitores o número de eleitos passaria a ser sete.
Entre os concelhos mais penalizados encontram-se também Seia (-1.999), Fundão (-1.853), Sabugal (-1.846), Pinhel (-1.478) e Gouveia (-1.218). Pelo contrário,os que menos eleitores perderam foram Belmonte (-22), Fornos de Algodres (-329), Manteigas (-372), Guarda (-453) e Figueira de Castelo Rodrigo (-578). Outro dado curioso é que, cruzando os números do recenseamento com dados dos Censos de 2011, constata-se que apenas cinco dos concelhos analisados têm mais população residente – critério que inclui habitantes desde os zero anos – do que eleitores. São eles a Guarda, com mais 2.512 habitantes do que recenseados, Covilhã (1.687), Belmonte (198), Figueira de Castelo Rodrigo (84) e Fundão (46). Ou seja, na maioria dos municípios, o número de eleitores (cidadãos com 18 ou mais anos) supera os respetivos moradores. Apesar da variação do número de recenseados, não haverá qualquer alteração na formação dos executivos nas 17 autarquias analisadas. Ainda assim, não é por muito que Pinhel (345) e Trancoso (565) vão manter os sete eleitos para a Câmara.
O nº 2 do artigo 57º da Lei nº 169/99, de 18 de setembro, estabelece que, «para além do presidente», a câmara municipal é composta por oito vereadores nos municípios com mais de 50 mil e menos de 100 mil eleitores; seis vereadores nas autarquias com mais de 10 mil e até 50 mil eleitores e, por último, quatro vereadores nas edilidades com 10 mil ou menos eleitores, situação em que se encontra a maioria das Câmaras da região. O secretário e coordenador dos serviços da CNE esclarece que o recenseamento eleitoral é «permanentemente atualizado» e o número de mandatos de cada órgão autárquico «será definido de acordo com os resultados do recenseamento eleitoral, publicados pelo Ministério da Administração Interna no “Diário da República” com a antecedência de 120 dias relativamente ao termo do mandato». Paulo Madeira adianta ainda que a atualização do recenseamento é suspensa no 60º dia anterior à eleição e até ao dia da mesma, «não podendo ser efetuadas novas inscrições ou transferências».
vendredi 7 juin 2013
Paisagens Do Val-do-Ferreiro ou Valferreiro Terrenho
mercredi 29 mai 2013
«Ir (mandar) para o maneta
Qual a origem da expressão «ir para o maneta»?
[Resposta] «Ir para o maneta» ou, também, «mandar para o maneta» tem a seguinte origem, segundo escreve Orlando Neves, no seu Dicionário de Expressões Correntes (Notícias Editorial, Lisboa):
«Ao Senhor General de Divisão, Governador do Palácio de St. Cloud e Comandante da Segunda Divisão do Exército, de nome Loison, jamais terá passado pela cabeça que, quase dois séculos depois de ter estado [em Portugal], com o general de Junot, na primeira invasão francesa, a sua memória perduraria no povo português através de uma das mais populares expressões do nosso falar quotidiano: "mandar ou ir para o maneta", com o significado de "dar cabo de alguém ou de alguma coisa; destruir". É que o general Loison perdera um braço em anterior batalha e, enquanto esteve [em Portugal], revelou-se um homem de extrema ferocidade e malvadez, que exercia torturas violentas nos presos e foi responsável por várias mortes.
Thiébault, diz Raul Brandão, afirmou que Loison fora "um homem hábil, mau como um cão". Ficou na imaginação popular e correu em versos, de que ficam alguns exemplos:
"Entre os títeres generais
entrou um génio altivo
que ou era o Diabo vivo
ou tinha os mesmos sinais...
Aos alheios cabedais
lançava-se como seta,
namorava branca ou preta,
toda a idade lhe convinha.
Consigo três Emes tinha:
Manhoso, Mau e Maneta."
Ou estas duas quadras:
"Que generais é que devem
morrer ao som da trombeta?
Os três meninos da ordem:
Jinot, Laborde e Maneta.
O Jinot mai-lo Maneta
julgam Portugal já seu:
É do demo que os carregue
e também a quem lho deu."»
A expressão ir para o maneta vem igualmente registada no Dicionário de Expressões Populares Portuguesas, de Guilherme Augusto Simões [que lhe dá o significado de «escangalhar-se, estragar-se; perder-se (no sentido de não ter recuperação)»], e em Novos Dicionários de Expressões Idiomáticas, de António Nogueira Santos («desaparecer; acabar-se; avariar-se; morrer»).
Já Aquilino Ribeiro preferiu atestar a variante mandar para o maneta, como vem no seu Dicionário do Calão: «dar cabo de alguém ou escangalhar alguma coisa.»
Eduardo Nobre (in Novo Calão Português) também optou por mandar para o maneta: «escangalhar qualquer coisa.»
![]() |
| Loison / O Maneta |
Thiébault, diz Raul Brandão, afirmou que Loison fora "um homem hábil, mau como um cão". Ficou na imaginação popular e correu em versos, de que ficam alguns exemplos:
"Entre os títeres generais
entrou um génio altivo
que ou era o Diabo vivo
ou tinha os mesmos sinais...
Aos alheios cabedais
lançava-se como seta,
namorava branca ou preta,
toda a idade lhe convinha.
Consigo três Emes tinha:
Manhoso, Mau e Maneta."
Ou estas duas quadras:
"Que generais é que devem
morrer ao som da trombeta?
Os três meninos da ordem:
Jinot, Laborde e Maneta.
O Jinot mai-lo Maneta
julgam Portugal já seu:
É do demo que os carregue
e também a quem lho deu."»
A expressão ir para o maneta vem igualmente registada no Dicionário de Expressões Populares Portuguesas, de Guilherme Augusto Simões [que lhe dá o significado de «escangalhar-se, estragar-se; perder-se (no sentido de não ter recuperação)»], e em Novos Dicionários de Expressões Idiomáticas, de António Nogueira Santos («desaparecer; acabar-se; avariar-se; morrer»).
Já Aquilino Ribeiro preferiu atestar a variante mandar para o maneta, como vem no seu Dicionário do Calão: «dar cabo de alguém ou escangalhar alguma coisa.»
Eduardo Nobre (in Novo Calão Português) também optou por mandar para o maneta: «escangalhar qualquer coisa.»
dimanche 19 mai 2013
dimanche 12 mai 2013
Mapa de Portugal Insular e Ultramarino
![]() |
| Este gardei-o como recordação desses Tempos |
Quem não se recorda dos antigos mapas de parede que
existiam nas nossas escolas primárias, tanto o de Portugal como o dos
arquipélagos da Madeira e Açores e ainda de todas as províncias
ultramarinas, como Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Angola,
Moçambique, Índia Portuguesa (Goa, Damão e Diu) e finalmente o longínquo
Timor?
Quantos de nós nessa altura não fomos
chamados ao quadro 'Mapa' para indicar cidades, capitais, províncias, rios,
serras e caminhos de ferro? É certo que à conta de tanta disciplina e
método, nessa altura aprendia-se mesmo, pelo que a História e Geografia
tinham que estar na ponta da língua, ou seja, de cor-e-salteado, mas por
vezes lá surgia a confusão: O rio Limpopo seria de Angola ou Moçambique? E o rio Cunene? E o Kuanza?
| Aqui podem ver moedas dessa época, que fazem parte da minha colecção |
vendredi 10 mai 2013
Sopas de vinho ou de cavalo cansado
Existem alturas em que as pessoas se sentem cansadas e um pouco em baixa de forma.Existem vitaminas à venda no mercado que podem resolver o problema, mas pode também fazer umas sopas de vinho, muito utilizada noutros tempos e que são excelentes para esse efeito.
Basta ter:
Basta ter:
Pão ou Broa
açúcar
vinho tinto
Depois de ter esse ingredientes, deite numa malga uma mão cheia de Pão ou broa em pequenas fatias, vinho tinto ate cobrir o Pão e açúcar a gosto. São chamada pelo povo sopas de “cavalo cansado”. E uma óptima sopa para recuperar energias.
Experimente e vai ver que dá força.
"Um conselho depois de tomar esta vitamina deite-se no sofá."
"Um conselho depois de tomar esta vitamina deite-se no sofá."
Existe uma antiga cantiga, anterior aos Pimbas, que diz assim
Sopas de vinho não embebedam
Se não há vento nem chuva
Se as botas não escorregam
Que diabo é que me empurra?
jeudi 9 mai 2013
Lagostins
samedi 4 mai 2013
jeudi 25 avril 2013
lundi 22 avril 2013
samedi 13 avril 2013
Lagar Antigo
Terrenho, a Paisagem antes e depois da barragem
lundi 1 avril 2013
O chá de cavalinha - ou Rabo de Gato
O chá de cavalinha, também conhecido como milho de cobra, erva carnuda, rabo de gato....
E uma planta comum nas cidades e nos campos, encontra-se em todos os continentes com excepção da Austrália e Antárctica. Com mais de 300 mil milhões de anos é considerada uma das formas de vida vegetal mais antiga do Planeta.
Devido às suas propriedades diuréticas e adstringentes, o chá de cavalinha - rabo de gato é muitas vezes utilizado como auxílio no tratamento de infecções na bexiga, rins, diarréias, gonorreia, inflamação e inchaço da próstrata. Também ajuda na consolidação das estruturas ósseas, na cicatrização de feridas, no combate a hemorragias, úlceras gástricas e anemias.
No caso de ter a pele seca, acne, necessitar de fortalecer o cabelo e as unhas, combater a celulite e prevenir varizes e estrias, também pode usar o chá de cavalinha pois tem propriedades hidratantes profundas.
No caso de ter a pele seca, acne, necessitar de fortalecer o cabelo e as unhas, combater a celulite e prevenir varizes e estrias, também pode usar o chá de cavalinha pois tem propriedades hidratantes profundas.
lundi 18 mars 2013
10 centavos ou 1 tostão “Marcelinho”
Em 1969, foi lançado em Portugal o “marcelinho”. Esta moeda, em alumínio, com o valor facial de 10 centavos (vulgo 1 tostão), causou grande polémica quando foi colocada em circulação. O motivo para tal alarido, foi o facto de o “marcelinho” ser a primeira moeda portuguesa a deixar de ter em metal o seu valor facial.
Em 1970 foram cunhados novos “marcelinhos”, no entanto estas moedas não foram colocadas em circulação, ou então foram-no em quantidades muito reduzidas. Ao que parece, as cunhagens de 1969 e 1970 foram apenas experimentais, daí terem sido bastante reduzidas. Daqui resulta que as moedas de 10 centavos, destes dois anos, são muito difíceis de arranjar, sendo um dos alvos preferidos dos falsificadores e viciadores de peças numismáticas. A partir de 1971, os “marcelinhos” foram cunhados todos os anos (até 1979) e em grandes quantidades, pelo que são moedas muito fáceis de arranjar.
******************************
O nome "marcelinho" que foi atribuído a esta moeda, vem do nome do primeiro Ministro da época, que se chamava Marcelo Caetano
Em 1970 foram cunhados novos “marcelinhos”, no entanto estas moedas não foram colocadas em circulação, ou então foram-no em quantidades muito reduzidas. Ao que parece, as cunhagens de 1969 e 1970 foram apenas experimentais, daí terem sido bastante reduzidas. Daqui resulta que as moedas de 10 centavos, destes dois anos, são muito difíceis de arranjar, sendo um dos alvos preferidos dos falsificadores e viciadores de peças numismáticas. A partir de 1971, os “marcelinhos” foram cunhados todos os anos (até 1979) e em grandes quantidades, pelo que são moedas muito fáceis de arranjar.
******************************
O nome "marcelinho" que foi atribuído a esta moeda, vem do nome do primeiro Ministro da época, que se chamava Marcelo Caetano
| Um clic na foto Se para alguns, elas desapareceram da circulação, aqui em casa ainda há umas boas centenas, pois fazem parte da minha colecção. |
lundi 11 mars 2013
Receita de Bolos da Páscoa ou Folar Região da Guarda
| Cozidos no forno eléctrico |
1 kg de Farinha de trigo
10 ovos (depende do tamanho )
1/4 litro de azeite
1/2 cálice de aguardente
Três colheres de (café ) de sal
30 gr. de fermento de padeiro ( duas saquetas)
MODO DE PREPARAÇÃO
Comece por desfazer o fermento num pouco de Agua morna e deixe-o levedar numa tigela, ( dez minutos)
De seguida coloque a farinha num alguidar grande, considerando que a massa irá crescer muito e junte o sal .
Leve o azeite ao lume até que fique bem quente, retire-o e verta-o sobre a farinha, tendo o cuidado de mexer com uma colher de pau para escaldar muito bem toda a farinha.
Leve o azeite ao lume até que fique bem quente, retire-o e verta-o sobre a farinha, tendo o cuidado de mexer com uma colher de pau para escaldar muito bem toda a farinha.
Depois esfarele tudo muito bem com as mãos para que não fique grumos.
Junte o fermento, que nessa altura duplicou de volume
Junte os ovos e amasse com as mãos
Junte a água-ardente e continue a amassar, até obter uma massa macia.
Ter sempre ao lado um recipiente com azeite, para untar as mãos.
Se necessário vá enfarinhando a mãos.
Deixe a massa levedar durante uma hora,ou um pouco mais ( depende da temperatura ambiente) em local resguardado de correntes de ar e coberta por um pano.
Quando duplicar de volume estará pronta para fazer os bolos (tender)
Corte a massa em dois ou três bocados, depois estenda a massa para ficar com a forma de 20 centímetros sobre 10. Deite uns ' fios ' de azeite sobre a massa esfregue para que a massa fique untada.
Em seguida junte as duas pontas ( ver foto ) como se fechasse um livro, deite mais uns 'fios' de azeite na parte que vai ficar para cima e espalhe sobre toda a superfície do bolo.
Colocam-se num pano polvilhado com farinha e deixam-se levedar 'fintar' cerca de uma hora. A massa deve duplicar de volume.
Aqueça o forno '200graus' ponha uma travessa a aquecer polvilhada com farinha, depois coloque os bolos e deixe cozer, 35 a 40 min, conforme o tamanho.
: Depois de cozidos, podem ser acompanhados com queijo, chouriço, presunto, ou então ao pequeno almoço com doce de fruta.
: Depois de cozidos, podem ser acompanhados com queijo, chouriço, presunto, ou então ao pequeno almoço com doce de fruta.
vendredi 1 mars 2013
jeudi 28 février 2013
LAREIRA DA ALDEIA -TERRENHO
| A minha Lareira do Terrenho e as duas panelas de ferro, uma era da minha avó materna, PALMIRA e a outra da minha avó paterna, Adozinda |
Hoje em dia já não há serões à lareira nem o contar de histórias mágicas, lendas e narrativas dos mais velhos aos mais novos.
As casas modernas são avessas a fumo, as lareiras são demasiado pequenas, muito decorativas e pouco funcionais e defronte não há lugar para uma roda onde caibam avós, filhos e netos.
As casas modernas são avessas a fumo, as lareiras são demasiado pequenas, muito decorativas e pouco funcionais e defronte não há lugar para uma roda onde caibam avós, filhos e netos.
Os netos estão entretidos com a televisão, com o computador e consolas de jogos.
Os avós, raramente coabitam com os filhos e netos. Quando muito vivem sozinhos ou num lar de idosos.
Noutros tempos, quando a eletricidade ainda não chegava à maioria das aldeias, ou se chegava, não entrava em todas as habitações, as grandes lareiras eram frequentes nas casas, mesmo nas mais pobres e depois de acabados os trabalhos no campo, para ajudar a matar as longas noites de Inverno, aconteciam os serões, com os mais velhos, de modo especial os avós, a contarem aos netos coisas do seu tempo, histórias ligadas ao campo, aos animais, velhas narrativas e contos sobre outros tempos, pessoas e lugares.
Os avós, raramente coabitam com os filhos e netos. Quando muito vivem sozinhos ou num lar de idosos.
Noutros tempos, quando a eletricidade ainda não chegava à maioria das aldeias, ou se chegava, não entrava em todas as habitações, as grandes lareiras eram frequentes nas casas, mesmo nas mais pobres e depois de acabados os trabalhos no campo, para ajudar a matar as longas noites de Inverno, aconteciam os serões, com os mais velhos, de modo especial os avós, a contarem aos netos coisas do seu tempo, histórias ligadas ao campo, aos animais, velhas narrativas e contos sobre outros tempos, pessoas e lugares.
Enquanto isso, à luz da fogueira ou do candeeiro a petróleo, as mulheres entretinham-se a fiar ou a remendar a roupa.
Assim, nas longas noites de Inverno, depois da ceia (jantar), por vezes com a chuva e o vento a fustigarem impiedosos a noite, toda a família reunia-se ao redor da fogueira, onde crepitavam grandes tocos (lenha proveniente das cepas das árvores, conseguidas com muita força na picareta e no machado). Assim, depois da habitual reza do Terço, onde os mais novos não resistiam à lengalenga e “passavam pelas brasas”, logo depois começava a parte melhor, com a avó a contar das suas. Umas vezes sobre coisas vulgares, outras, porém, histórias fantásticas, que até metiam bruxas e espíritos, vagueando por casas e caminhos assombrados. Nessas alturas, escusado será dizer que, para além do fascínio do enredo, “a mais grossa era como azeite”, isto é, ficávamos assustados e depois da entrada na cama, permanecíamos debaixo dos cobertores a arfar de calor e de medo.
Mas, apesar disso, quase sempre ficávamos (eu, os meus irmãos chegados ) fascinados por tantas histórias. Muitas delas ficaram marcadas nas nossas cabecitas até aos dias de hoje.
Para além do mais, apesar de não ser presença nesses serões, recordo-me sobretudo da minha avó materna, a qual habitualmente, enquanto a minha mãe trabalhava na lida do campo, tomava conta de mim e de meus dois irmãos mais chegados. Essa fase ocorreu entre os meus dois a sete anitos. Depois, com essa idade, o pouco tempo que sobrava da escola era investido a ajudar os pais na casa e no campo, incluindo o tomar conta dos irmãos mais novos, ou dos animais.
Essa minha avó tinha de facto o condão de contar. Histórias, contos, lendas, etc. Para além do mais era um repositório vivo de sabedoria dos velhos usos e costumes.
Como se isso não bastasse, era tambem procurada na aldeia para “talhar” (reza que supostamente curava) alguns males, como o tesourelho, ou tresorelho (papeira), as bexigas, o sarampo, as aftas e outras maleitas incluindo o “mau-olhado”.
Tantas vezes assisti (e fui alvo) dessas rezas, desses “talhamentos”, mas era demasiado pequeno para me interessar pela sua recolha.
Apesar de tudo, alguém na família conseguiu preservar algumas rezas. Por exemplo, contra o “mau-olhado”, que tanto se aplicava a pessoas como a animais, sobretudo gado.
Colocava-se a mão direita, empunhando um terço benzido, contra a testa da pessoa ou do animal e rezava-se:
Colocava-se a mão direita, empunhando um terço benzido, contra a testa da pessoa ou do animal e rezava-se:
Esse ar que te deu, quem to daria,
Que não fosse por maldade,
Que não fosse por vingança?
Talha-to por Deus e pela Virgem Maria,
Em quem porás toda a esp´rança,
E p´las Três Pessoas da Santíssima Trindade.
Assim como elas querem e podem,
Ao toque do nosso sino (da igreja da aldeia),
Pelo Seu Poder Divino,
De onde este mal veio depressa lá retorne.
- Reza-se uma Ave-Maria.
Repete-se sete vezes, intervalando com o Sinal da Cruz sobre a fronte do “talhado”.
Esta reza deve ser feita durante sete dias consecutivos, de preferência antes do toque das Ave-Marias, entoado pelo sino da igreja da aldeia.
Esta reza deve ser feita durante sete dias consecutivos, de preferência antes do toque das Ave-Marias, entoado pelo sino da igreja da aldeia.
http://santa-nostalgia.blogspot.fr
lundi 25 février 2013
vendredi 22 février 2013
samedi 9 février 2013
Licença Anual para Uso de Isqueiro
Em Portugal, entre Novembro de 1937 e 1970, qualquer cidadão que usasse um isqueiro para acender o tabaco tinha que ter uma licença.
| Clic na foto |
Veja-se esta “Licença Anual para Uso de Acendedores e Isqueiro”, que diz:
“É proibido o uso ou simples detenção de acendedores ou isqueiros que estejam em condições de funcionar quando os seus portadores não se achem munidos da licença fiscal.
Os infractores serão punidos com a multa de 250$00 além da perda dos acendedores ou isqueiros, que serão apreendidos, salvo as excepções reguladas pelo respectivo decreto-lei.
"Se o delinquente for funcionário do Estado, civil ou militar, ou dos corpos administrativos, a multa será elevada ao dobro e o facto comunicado à entidade que sobre ele tiver competência disciplinar".
Das multas pertencerão 70 por cento ao Estado e 30 por cento ao autuante ou participante.
Havendo denunciante, pertencerá a este metade da parte que compete ao autuante.
Outras disposições consultar os respectivos decretos”.
Os infractores serão punidos com a multa de 250$00 além da perda dos acendedores ou isqueiros, que serão apreendidos, salvo as excepções reguladas pelo respectivo decreto-lei.
"Se o delinquente for funcionário do Estado, civil ou militar, ou dos corpos administrativos, a multa será elevada ao dobro e o facto comunicado à entidade que sobre ele tiver competência disciplinar".
Das multas pertencerão 70 por cento ao Estado e 30 por cento ao autuante ou participante.
Havendo denunciante, pertencerá a este metade da parte que compete ao autuante.
Outras disposições consultar os respectivos decretos”.
Jà naqueles tempos os cigarros "queimavam"
Uma licença de utilização, passada pelas Finanças, todos os anos, nada barata e, para cúmulo, era passada nominalmente. Ou seja, um isqueiro não podia ser utilizado por outra pessoa que não aquela cujo nome estava na licença. E para controlar a sua utilização havia a polícia e uma caricata “profissão” denominada de “fiscal de isqueiros” que, em caso de prevaricação, aplicavam uma multa e apreendiam o isqueiro.
Dado que a imagem não é suficientemente nítida, reproduzo o texto da “Licença Anual Para Uso de Acendedores e Isqueiros” em que gostaria de chamar a vossa atenção para uma palavra lá existente: delinquente. Nem mais!
Para quem não sabia ou já não se lembrava, aqui está a memória não muito longínqua de uma prática existente no nosso país. De repressão, sim, mas também de caça a mais um imposto.
Para quem não sabia ou já não se lembrava, aqui está a memória não muito longínqua de uma prática existente no nosso país. De repressão, sim, mas também de caça a mais um imposto.
Livro de Leitura da 4ª Classe 1940 ?
Livro de Leitura da 4ª Classe – Ulysses Machado
A edição não tem qualquer referência quanto à data, mas porque faz referência a uma passagem do Diário do Governo de 21/03/1932, julgo ser do final dos anos 30, princípios de 40.
(fonte: Biblioteca Nacional)















