sábado, 17 de dezembro de 2011

FARRAPEIROS E TECEDEIRAS

A tecedeira era uma senhora que passava pelas ruas da aldeia a perguntar se alguém tinha farrapos para tecer e noutros tempos os clientes não faltavam, quando o burrito já tinha carga suficiente lá ia ela até aos Esporões,  ou  Mendo-Gordo, esta  penso que foi a ultima a fazer este trabalho.

O Farrapeiro era (é) um homem que vende e compra farrapos,
Farrapo é um pedaço de tecido velho e sem utilidade.

Sem utilidade, propriamente, não: o farrapo, os restos de tecidos, eram reaproveitados , foi uma das primeira formas de reciclagem..

Os farrapeiros compravam trapos, farrapos, sucatas, peles, cornelho, enfim,tudo o que houvesse em desperdício. O destino dos farrapos eram à data as tecedeiaras de mantas de farrapos ou nagalhos como alguns lhes chamavam, ou então para  muitas fábricas de lanifícios da Covilhã para estas fabricarem mantas chamadas «mantas de orelos», mantas de farrapos.
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 O Farapeiro cantava um pregão, era assim.
(Há farrapos, cornelho, ou peles para vender ?)
  

Os novelos feitos de trapos




Aqui estão alguns exemplos do que se podia e pode ainda fazer-se com os trapos



 

Este Tapete foi feito à mão e com trapos do Terrenho

O mesmo que vemos em cima, virado ao contrário

Passadeira

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